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    Há 12 anos, Dragon Ball decepcionava milhões de fãs no cinema

    Filme desperdiçou uma grande chance ao não levar a sério universo original
    Por Daniel Reininger
    09/04/2021 - Atualizado há cerca de 1 mês

    Parece que nenhum tempo do mundo é suficiente para esquecermos o fracasso que foi Dragonball Evolution, live-action da famosa franquia japonesa. O longa lançado em 09 de abril de 2009 foi uma vergonha completa e, obviamente, foi um fracasso de bilheteria por isso.

    O filme arrecadou, apenas, US$ 55 milhões no mundo. Com custo de US$ 30 milhões só de produção, sem contar distribuição e marketing, o longa gerou prejuízo ao estúdio Fox. O grande motivo para isso? Desrespeito ao material de origem e personagens sem carisma.

    Essa é uma adaptação vergonhosa do anime, na qual até o cabelo de Goku (Justin Chatwin), o amado protagonista da franquia, é motivo de risos. Sem falar que a atuação de Chatwin é patética, principalmente em cenas supostamente dramáticas. Triste para dizer o mínimo.  

    Com uma trama simplificada ao extremo, a história mostra como Goku descobre a existência das sete esferas do dragão e promete ao seu avô, no leito de morte, que irá encontrá-las e impedir que Piccolo (James Masters) as reúna e tenha o poder absoluto do universo. Uma tentativa de trazer a história de Dragon Ball Z, série televisiva de 1990, aos cinemas.

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    A complexidade dos personagens, especialmente o passado de Goku, é risória. O humor exagerado do Mestre Roshi até é fiel devido à versatilidade de Yun-Fat Chow (O Tigre e o Dragão), mas não fica tão bom num live-action.

    A importante cena de aprimoramento da técnica kame hame ha, a única possível para derrotar os planos maléficos de Piccolo, poderia ter sido melhor desenvolvida.

    Produzido com pouco cuidado e nada de criatividade, Dragonball Evolution não tem a magia que tornou o material original tão famoso. Sem levar em conta as comparações com Dragon Ball que conhecemos, o filme é uma ficção científica misturada com fantasia sem graça e sem nada memorável.

    Apesar disso tudo, é triste dizer que seu maior defeito é ser entediante do começo ao fim. Ao ser vergonhoso, ainda poderia render risadas que valiam o tempo ao lado de amigos, mas nem isso o filme consegue. E nem vou comentar sobre o whitewashing, a mania de Hollywood escalar atores brancos para papéis orientais, porque esse tema poderia render um texto inteiro.

    É mais uma prova de que os cineastas ocidentais não são capazes de captar a essência das obras orientais quando se trata em adaptar essas obras para o mercado ocidental.  Uma pena.

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