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    OS 10 MAIS: O ruim, o mau e os péssimos

    Jonah Hex, Sex and the City 2 e outras decepções de 2010.
    Por Paulo Gadioli
    31/12/2010

    No mundo do cinema, um dos mandamentos escritos na pedra que Charlton Heston segurou em Os Dez Mandamentos poderia ser: “para cada filme bom, lançarás cem filmes terríveis”. É assustador como os grandes estúdios parecem, às vezes, pregar peças no público, financiando e realizando projetos que, caso fossem escritos por uma criança de nove anos, provavelmente não receberiam uma estrelinha dourada.

    Esta seleção não expressa a opinião do Cineclick como um todo, embora outra discussão tenha sido feita para tentar descobrir qual foi a maior pérola cinematográfica deste ano.

    Confira alguns dos piores lançamentos de 2010:



    10) Encontro Explosivo
    A 20th Century Fox deve ter gasto tanto tempo atrás de Tom Cruise (Trovão Tropical) e Cameron Diaz (O Besouro Verde), estrelas do longa, que acabou esquecendo de procurar um roteirista. Repleto de clichês, assim como os igualmente desagradáveis Par Perfeito e Caçador de Recompensas, Encontro Explosivo é a prova maior de que o nome dos atores não é o suficiente para garantir o sucesso de um projeto.



    9) Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme
    Gordon Gekko, personagem de Michael Douglas no bom Wall Street - Poder e Cobiça, volta nesta continuação que nada acrescenta ao primeiro filme. Muitas vezes os personagens parecem estar falando uma língua própria: o "economês". Sinceramente, o que esperar de um filme com um sub-título tão sonoramente vazio como: “O Dinheiro Nunca Dorme”? Claro que não dorme, ele está ocupado demais no bolso de Shia Labeouf (Transformers: A Vingança dos Derrotados), que parece ganhar cada vez mais por papéis cada vez piores.



    8) Fúria de Titãs
    Por si só, o remake de Fúria de Titãs já seria uma tragédia grega, mas a preguiçosa pós-conversão em 3D para arrancar ainda mais dinheiro dos pobres mortais que se aventuraram neste filme foi o último prego no caixão. Ou a última moeda no olho. Comparações ruins à parte, nem mesmo Liam Neeson (Busca Implacável), com sua armadura de Zeus que poderia facilmente estar em algum dos Cavaleiros do Zodíaco, conseguiu salvar o desastre. Quem sabe, para Fúria de Titãs 2, os produtores possam olhar Anthony Hopkins (O Lobisomem), vestido de Odin em Thor, e aprender que nem só de brilho se faz um deus.



    7) Sex and the City 2
    Pegar uma série tão conhecida e adorada como Sex And the City, que inclusive tem um longa-metragem bem recebido, e transformar em um fracasso de público e crítica é uma tarefa complicada, mas Michael Patrick King realizou esta proeza com louvor. Com um propósito de inicialmente exaltar uma possível continuação para a saga de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte (OK, vamos fingir que eu não sei o nome delas de cor), Sex and the City 2 acabou apenas irritando os fãs e entediando ainda mais quem já não ligava muito para a série.



    6) Marmaduke
    Alguns filmes, quando lançados, já chegam ao Brasil com um selo escrito "Sessão da Tarde". Marmaduke nos traz este sentimento, mas não no bom sentido. Owen Wilson (Marley & Eu), ao dublar o cão protagonista, dá mais uma clara demonstração de não saber aonde sua carreira está indo parar. Na verdade, Marmaduke mereceu este posto privilegiado, pois ele foi o ponto alto do cinema "animal" neste ano, mas é impossível fazer uma lista como essa e deixar a questionabilíssima continuação Como Cães e Gatos 2: A Vingança de Kitty Galore de fora. Quem aí topa uma sessão dupla com estes dois clássicos?



    5) Jonah Hex -  O Caçador de Recompensas
    As adaptações dos quadrinhos estiveram em alta em 2010. Homem de Ferro 2: sucesso total. Kick-Ass: sucesso modesto. Jonah Hex: bem... Com o vasto conteúdo presente nos quadrinhos espremido em rápidos cortes, deixando algumas cenas desconexas, o longa acabou perdendo o - já fraco - ritmo, vendo-se obrigado a utilizar a presença de Josh Brolin (Onde os Fracos Não tem Vez) e Megan Fox (Transformers: A Vingança dos Derrotados) como principal trunfo. Fica a lição para os anos posteriores de como não se adaptar uma HQ.



    4) O Último Mestre do Ar
    Seria errado dizer que esta é a prova definitiva que M. Night Shyamalan (O Sexto Sentido) enlouqueceu, dadas as últimas pérolas do cineasta, mas O Último Mestre do Ar tenta dar um ar de seriedade a uma obra originalmente não tão séria assim. Aparentemente, o diretor acaba fazendo isso com a própria carreira, que passou de O Possível Mestre do Suspense para O Mais Criticado do Mundo em questão de quatro filmes.



    3) Deu a Louca nos Bichos
    Nem mesmo o discurso ecológico conseguiu salvar este filme que, assim como os mais recentes projetos de Brendan Fraser (A Múmia: Tumba do imperador Dragão), é uma tortura sem um propósito aparente. Humor pastelão repetitivo, da forma que te faz pensar “já não vi isso antes?”. Sim, você já viu alguém fazendo isso antes. E de uma forma muito melhor. Ou menos pior, o que não é exatamente uma tarefa difícil.



    2) Skyline – A Invasão
    Se a trama de Avatar lembrou o clássico da animação Pocahontas, Skyline - A Invasão parece ter se baseado em um misto de Plano 9 do Espaço Sideral, de Ed Wood, e algum jogo genérico de videogame. Misture esses dois ingredientes, tire a parte divertida e fique só com os efeitos especiais e as atuações ruins e pronto, você fez seu filme caseiro de invasão alienígena que, neste caso, custou singelos US$ 20 milhões na mão dos irmãos Strause (Alien vs. Predador 2). Um valor baixo para os padrões de Hollywood, mas que muitos estariam dispostos a pagar apenas para evitar a incômoda experiência de presenciar novamente este deleite visual apresentado por esta dupla de diretores.



    1) O Fada do Dente
    Com este filme, The Rock, quer dizer, Dwayne Johnson (A Gangue Está em Campo), conseguiu ir contra a máxima do palhaço Tiririca (Não, ele não fez nenhum filme. Ainda) e superar a extraordinária atuação apresentada em Doom: A Porta do Inferno. Caro Dwayne, caso você ainda queira que as pessoas lembrem de você como um ator sério e não um profissional de luta-livre, que tal começar a fazer filmes sérios em vez de pegar qualquer roteiro que você encontra largado na rua? De qualquer forma, o longa nos brindou com um excelente material para pesadelos: um jogador de hóquei musculoso que se transforma em uma fada do dente. Como foi que eu não pensei nisso antes?