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    Mestres do medo: os maiores diretores de Terror

    Alguns diretores se especializaram no gênero e reinventaram a forma como sentimos medo. Qual o seu favorito?
    Por Da Redação
    21/12/2020

    A história do Terror no Cinema conta com mais de cem anos de assombro. Nós preparamos um especial sobre a trajetória de um dos gêneros mais controversos da Sétima Arte, que você pode ler completo aqui: A História do Terror no Cinema: tudo sobre filmes de terror!

     

    Os principais diretores de terror

     

    Se o cinema de terror chegou a ter obras-primas, muito se deve às mentes por trás de cada uma, ou seja, aos diretores de filmes de terror. Para entender mais sobre o gênero, é imprescindível falar com mais detalhes dos profissionais que deram vida ao medo, tanto suas obras mais célebres quanto um pouco das suas trajetórias e motivações.

    Alfred Hitchcock

    Alfred Hitchcock

    Hitchcock começou sua carreira no cinema mudo e antes mesmo de ficar conhecido já entrou para a história do cinema britânico por dirigir o primeiro filme falado na Inglaterra com "Blackmail" (1929). Hoje, ele é um dos diretores mais famosos do mundo, referenciado como Mestre do Suspense, mas muitos se negam a enxergá-lo pertencente ao terror. Apesar de muitas das suas obras mesclarem os gêneros, o seu legado para o cinema do medo é inegável, tendo servido de referência para muitos clássicos.

    A carreira brilhante é inegável e muitos afirmam que ele é um dos cineastas mais influentes de todos os tempos, com mais de 50 filmes no currículo. Mesmo com toda essa fama, é interessante notar que, apesar de ter sido indicado, ele nunca ganhou um Oscar sequer.

    Os seus filmes que mais se aproximam do terror e que merecem ser citados são Psicose (1960), que com jogos de câmera e enredo surpreendente virou um clássico da Sétima Arte, e Os Pássaros (1963), que constrói a história lentamente até a revelar os pássaros com os vilões inesperados e aterrorizantes desse longa.

    Wes Craven

    Wes Craven

    Wes Craven foi um dos maiores e mais importantes diretores de filmes de terror, ainda mais se falarmos especificamente do subgênero slasher. O seu começo na Sétima Arte, no entanto, se deu somente quando ele tinha 34 anos e deixou toda a sua vida para trás, se demitindo do emprego como professor e se divorciando da esposa, para mergulhar no cinema.

    A escolha foi certeira: sua primeira obra conhecida chegou às telonas em 1972: Aniversário Macabro, que teve uma boa repercussão, apostando no sadismo e cenas escatológicas. Feito mais como um projeto pessoal e com um baixíssimo orçamento, Craven usou a própria casa para filmar algumas cenas. No entanto, o melhor ainda estava por vir.

    Foi somente em 1984 que Craven ficou conhecido por tirar o sono de muita gente - literalmente. A estreia de A Hora Do Pesadelo (1984) e de um dos vilões mais temidos de todo o terror, Freddy Krueger, fez com que o longa - que depois contou com inúmeras continuações - conquistasse a fama no slasher. Além de diversas obras de terror, sua outra grande contribuição foi com Pânico (1996), que deu uma repaginada no subgênero slasher e abriu portas para o terror teen.

    Tobe Hooper

    Tobe Hooper

    Tobe Hooper iniciou a carreira como professor universitário, fazendo trabalhos como cineasta documentarista, mas em pouco tempo mergulhou de cabeça no cinema, dando início a um grande histórico de filmes de terror. O seu trabalho mais conhecido é o inesquecível O Massacre Da Serra Elétrica (1974), filme que deu vida ao slasher e, pelo seu conteúdo extremamente violento, foi inclusive proibido em alguns países. Aqui vale falar: Hooper tinha apenas 21 anos quando o filme foi lançado, já dando sinais de uma carreira promissora no gênero.

    O sucesso do enredo sangrento lhe rendeu muitos frutos. Logo depois do massacre de 1974, dirigiu mais dois filmes de terror com orçamentos maiores, Vivos Serão Devorados! (1980) e Pague Para Entrar, Reze Para Sair (1981), mas foi com outro longa que conquistou o público novamente.

    Poltergeist - O Fenômeno (1982) foi seu outro grande acerto, mas muitos não sabem que ele foi uma espécie de presente de Steven Spielberg.

    Muito diferente do filme de terror que conhecemos, a ideia inicial era um enredo de ficção científica, algo que Hooper alterou totalmente. O resultado foi uma obra que misturou efeitos especiais avançados para a época e um enredo cheio de suspense. O trabalho também impressionou a Academia, resultando em três indicações ao Oscar e um ao BAFTA.

    John Carpenter

    John Carpenter

    John Carpenter é um dos diretores de filmes de terror mais reconhecidos do cinema. Sua trajetória, apesar de transitar por diferentes gêneros, traz clássicos do medo que ajudaram a moldar esse cinema como o conhecemos hoje. Em suas obras, é comum a exploração do terror acompanhada por uma trilha sonora marcante. Isso acontece, pois além de diretor, Carpenter foi roteirista e compositor de vários de seus filmes - um feito para poucos.

    Outro feito que poucos foram capazes de realizar, mas pelo qual Carpenter era conhecido é a velocidade. O filme Halloween: A Noite Do Terror (1978), por exemplo, foi escrito em apenas 10 dias, filmado em 20 e montado em três. Vale lembrar que a obra, um dos grandes clássicos do cinema de terror, arrecadou mais de 60 milhões de dólares.

    Entre as suas obras mais consagradas estão O Enigma De Outro Mundo (1982), onde o subgênero do body horror é bem explorado, e o já mencionado Halloween (1978), que aborda o clássico e sangrento slasher. Ainda assim, há diversas outras que merecem menção, como A Bruma Assassina (1980), Eles Vivem (1988), A Cidade Dos Amaldiçoados (1995) e O Hospício (2010).

    O diretor James Wan

    James Wan

    Apesar de levar no currículo obras como Velozes E Furiosos 7 (2015) e Aquaman (2018), é nos filmes de terror que James Wan fez fama. Tudo começou em 2004, quando Wan tinha 27 anos e acabava de lançar seu primeiro filme: Jogos Mortais (2004). A obra marcou uma geração com seu enredo inteligente e cheio de reviravoltas, sendo uma verdadeira febre na época e abrindo muitas portas para o novato. Era apenas o começo para o diretor que hoje estima-se já ter arrecadado mais de 3,6 bilhões de dólares ao longo da carreira.

    Em seguida, suas apostas seguiram no gênero, com filmes como Gritos Mortais (2007), com uma pegada mais de suspense e menos gráfica, e Sobrenatural (2010), quando entrou de vez no mundo de espíritos malignos. Ambos tiveram lançamentos sem grandes impactos na indústria, o que mudaria alguns anos depois.

    Em 2013, Wan novamente abalou o cinema de terror ao trazer Invocação Do Mal para as telonas. Primeiro de uma franquia que hoje já tem sete filmes no total, o longa é baseado nos casos sobrenaturais e verídicos investigados pelos demonologistas Ed e Lorraine Warren. Da série, Wan dirigiu somente os dois primeiros, mas segue próximo dos outros na parte de produção.

    Eli Roth

    Eli Roth

    Eli Roth é ator e diretor, mas é na segunda profissão que o artista se destaca e, mais especificamente quando se fala de longas de terror. Considerado um dos diretores de filmes de terror mais rentáveis, Roth já preferiu ter seu salário e orçamento cortados para ter maior liberdade na hora de explorar a violência e o gore em suas obras.

    Sua filmografia merece dois destaques principais: um é seu primeiro filme, Cabana do Inferno (2002), que ao contrário da maioria dos filmes de terror, não tem um assassino ou perseguidor, uma vez que o que mata as pessoas é uma infecção que degenera o corpo. Na época, o diretor queria tanto fazer o filme que passou seis anos arrecadando verba, acabando por bancar o orçamento de um milhão de dólares no cartão de crédito. Valeu a pena: a obra foi comprada por três vezes o seu custo e lhe deu fôlego para o próximo projeto, que seria o seu grande sucesso, O Albergue (2005), que conta com um enredo recheado de tortura e muito gore.

    Por sinal, a continuação da obra, O Albergue 2 (2007) contou com a produção de Tarantino, com quem Roth tem uma relação de amizade muito próxima. Inclusive, o próprio Eli Roth integrou o elenco de Bastardos Inglórios (2009), onde teve a oportunidade de também dirigir uma das cenas.

     

     

     Jennifer Kent

    Com início da carreira como atriz, Kent rapidamente migrou para trás das câmeras, interessando-se muito mais pela direção de filmes. Chegou a ser assistente do diretor Lars von Trier em Dogville (2003) até começar os seus próprios projetos. Em 2005, ela dirigiu um curta de terror chamado Monstro que, quase dez anos depois, ela adaptou para um filme de longa metragem. Esse filme é O Babadook (2014).

    Com estreia no Sundance Film Festival, onde foi um sucesso, o filme também recebeu elogios de William Friedkin, diretor de O Exorcista (1973) e referência no gênero. O Babadook (2014) é considerado um dos primeiros filmes a marcar o início do novo terror, carregado com questões envolvendo a maternidade e suas dificuldades, e é o primeiro que Kent dirigiu e roteirizou.

    Desde então, dirigiu, roteirizou e produziu o longa The Nightingale (2018), que recebeu o prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza 2018, contando uma história de faroeste australiano.

    Jordan Peele

    Jordan Peele

    Jordan Peele começou a estudar cinema aos 12 anos e é talvez um dos nomes mais promissores do novo terror - então faça questão de não esquecê-lo. Apesar de no início de sua carreira ter focado em ser um ator de comédia, estrelando a série MADtv de 2003 a 2009, por exemplo, foi atrás das câmeras (e dos roteiros) que ele atingiu o renome nas telas.

    Se você não o conhecia de nome, com certeza ouviu falar ou viu suas obras. Seu primeiro longa-metragem não foi nada menos que Corra! (2017), terceiro filme de terror indicado a Melhor Filme no Oscar, que acabou levando a estatueta de melhor roteirista que, no caso, era o próprio Peele. O talento se comprovou em Nós (2019), filme de terror com maior bilheteria da história.

    Ambas as obras são ótimas representantes do novo terror, que provoca um medo que vai além do nojento ou da matança desenfreada.

    Ele amedronta psicologicamente, construindo tensão do começo ao fim enquanto aborda muitas temáticas sociais e políticas.

    Ari Aster

    Fã de terror nato, Ari Aster já afirmou em entrevistas que costumava devorar as sessões de filmes de terror de todas as lojas que podia entrar desde que era pequeno. A fascinação fez com que ele não só escrevesse histórias do gênero como se tornasse uma das promessas do terror hoje em dia.

    Seu currículo possui dois grandes filmes do gênero, que já ficaram para a história. Um deles é Hereditário (2018), primeiro longa do diretor, carregado de tons sombrios e clima tenso que conquistou uma verdadeira legião de fãs e rendeu uma boa lucratividade: enquanto ele custou 10 milhões de dólares para fazer, a bilheteria total foi de quase 80 milhões. Seu segundo filme é o aclamado Midsommar - O Mal Não Espera A Noite (2019), que em um perturbador tom descontraído constrói um cenário de puro terror. Vale destacar que ambos os longas do diretor foram realizados com a produtora A24, conhecida por um currículo extenso e qualificado de terror alternativo e visceral.

    Leia também: A História do Terror no Cinema: medo ao redor do mundo