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    OSCAR 2008: Indicados comentam nomeações

    Por Da Redação
    23/01/2008

    Receber um Oscar pode ser uma tremenda honra em se tratando da indústria cinematográfica norte-americana, mas ser indicado já vale um gostinho de vitória. Afinal, para um diretor, ator ou produtor, estar entre os cinco melhores do ano, de acordo com a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, já mostra que seu trabalho foi reconhecido.

    A Variety conversou com alguns dos nomeados ao prêmio da Academia. Ellen Page, indicada na categoria Melhor Atriz pela atuação em Juno, confessou que gritou quando ouviu o nome de Jason Reitman (diretor do filme) sendo anunciado. "Você nunca espera isso, sempre neguei que qualquer coisa boa aconteceria", confessa a jovem atriz. "Um dos motivos que me fez adorar este filme (Juno) quando lia o roteiro é que era possível perceber o frescor da história, que aborda uma adolescente totalmente incomum", completa. Casey Affleck, indicado como Melhor Ator Coadjuvante por O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford, também se mostra surpreso com a primeira nomeação ao Oscar. "Cresci vendo pessoas maravilhosas ganhando prêmios e nunca considerei essa possibilidade para mim", confessa o ator. "Então, estou meio que surpreso", completa.

    O ator espanhol Javier Bardem também comentou sobre sua indicação ao segundo Oscar - em 2001, concorreu como Melhor Ator por Antes do Anoitecer. "A coisa de se trabalhar com os Coens é que ele sabem como fazer algo único", diz o ator. Ele é nomeado este ano como Melhor Ator Coadjuvante pela atuação em Onde os Fracos Não Têm Vez, dirigido pelos irmãos Coen. "Como ator, fico perdido às vezes, mas eles são bons em nos proteger quando nos perdemos. Um filme dos irmãos Coen tem sempre um selo de qualidade", completa.

    O polêmico documentarista Michael Moore poderá subir novamente no palco do Kodak Theatre caso ganhe a estatueta de Melhor Documentário com Sicko - SOS Saúde. "Se for sortudo o suficiente para subir naquele palco novamente, ficarei muito grato, mas terminarei o discurso do ponto que parei o anterior", revela o diretor, que ganhou o Oscar em 2003 por Tiros em Columbine. "Este filme não tem a ver com causas políticas, há mais de 50 milhões de americanos sem plano de saúde e eles vêem este documentário como deles também", continua o diretor, que pretende reverter o assunto da saúde pública nos EUA como pauta para as plataformas dos candidatos à presidência norte-americana.

    Julian Schnabel, diretor de O Escafandro e a Borboleta, tocou num assunto que todos pensam: será que a festa será realizada? A sombra da greve dos roteiristas de Hollywood paira sobre a festa e também preocupa o diretor: "Espero que os roteiristas entrem num acordo para que a festa ocorra, pois há muitos trabalhos maravilhosos que merecem ser reconhecidos". E ele vai mais fundo na questão: "Produzir arte está relacionado à paz. Se não podemos consertar Hollywood, como consertaremos o Oriente Médio?"

    A premiação será realizada no dia 24 de fevereiro, em Los Angeles (EUA).