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    'Pacificador' chega ao fim como melhor série de super-herói já feita

    Derivado de 'Esquadrão Suicida' é estrelado por John Cena
    Por Daniel Reininger
    21/02/2022 - Atualizado há 3 meses

    Da incrível abertura, que é simplesmente impossível deixar de assistir a cada episódio, ao encerramento do último capítulo com direito a participações muito especiais, Pacificador é uma série que beira à perfeição.

    Com certeza é o melhor trabalho de James Gunn, famoso por dirigir Guardiões da Galáxia. E não há dúvidas de que a série funciona por causa do ótimo elenco, que sabe a hora de levar as coisas a sério e a hora de brincar, mas o grande destaque é mesmo o astro John Cena (Velozes e Furiosos 9).

    Conhecido como um dos nomes mais famosos do WWE, o lutador já mostrou o seu carisma em longas como Bumblebee e Brincando Com Fogo e nos divertiu demais com seu personagem Pacificador no filme da DC dirigido por James Gunn.

    Boa parte do sucesso da série se deve a Cena estar muito bem no papel do anti-herói que é uma mistura de Capitão América com Justiceiro, mas que agora, pelo menos, se esforça para tentar fazer a coisa certa. Cena tem um grande senso de humor e não tem vergonha ao interpretar um cara esquisito, cujo melhor amigo é uma águia. 

    Se você ainda não viu, precisa saber que Pacificador é uma sátira sem pudores sobre super-heróis. Além disso, é uma ótima história de redenção de um vilão que acha que é um herói e após um grande choque tenta, pela primeira vez, analisar seus próprios atos e fazer a coisa certa.

    O derivado apresenta melhor Christopher Smith, a pessoa por trás do assassino vivido por John Cena em Esquadrão Suicida. A série aprofunda esse personagem de forma divertida e faz um belo trabalho explorando as diversas camadas do Pacificador.

    Embora mostre um pouco de sua origem, o foco mesmo da trama é a nova missão do Pacificador. Ainda à mando de Amanda Waller (Viola Davis), ele precisa impedir os Borboletas. Quem são esses? Vou deixar a série te explicar, mas vale deixar claro que são antagonistas à altura da Liga da Justiça.

     

    Gunn realmente faz todo o elenco abraçar o lado engraçado do programa já na abertura, com um grande número de dança ao som de "Do Ya Wanna Taste It" de Wig Wam. Sem dúvida, um show à parte.

    O amor de Gunn pela música está muito presente ao longo dos episódios, com uma trilha sonora dominada pelo rock e metal de fazer inveja. A cada episódio, eu parava diversas vezes para adicionar músicas às minhas playlists. O cara manda bem demais na hora de escolher o que tocar em suas produções.

    E não é só na parte técnica e de atuação que a série se destaca, Pacificador, no final das contas, se mostra até melhor escrita do que The Boys, da Amazon, afinal, Gunn sabe bem como fazer uma história subversiva de super-herói usando violência excessiva e humor ácido para desconstruir o gênero. 

    E as cenas de ação são simplesmente sensacionais, com um tom realista, mas sem deixar o tom lúdico de lado.

    A série da HBO Max parece, à primeira vista, um conto juvenil repleto de ação, mas a série se mostra uma reflexão sobre trauma, manipulação parental, preconceitos, extremismo, proteção ambiental e muito mais.

    Irreverente e com tom adulto, a mais nova criação de Gunn  é um grande presente para os fãs dos quadrinhos. 

    Vale demais ser maratonada! E agora é esperar pela promissora segunda temporada, a qual discutimos abaixo! 

    Cuidado, spoilers abaixo!

    Cuidado, spoilers de Pacificador abaixoReprodução / Montagem

    Segunda temporada

    Já confirmada, a segunda temporada de Pacificador vai continuar a acompanhar os sobreviventes do último episódio, que provavelmente estarão metidos em uma nova trama, sem abandonar as pontas soltas deixadas no season finale.

    Gunn revelou que fez Pacificador como um grande filme dividido em oito capítulos, mas o final da primeira temporada deixa vários ganchos em aberto que podem ser explorados.

    Amanda Waller, por exemplo, foi exposta ao público e não sabemos como ela responderá a isso. Além disso, Judomaster e Goff ainda estão vivos e podem liderar um novo ataque dos Borboletas contra a humanidade e, mais especificamente, contra o Pacificador.

    E, claro, veremos a trajetória do novo Christopher Smith, que não é mais o assassino implacável e protofascista que conhecemos em O Esquadrão Suicida

    Essa sua mudança virá acompanhada de visões do personagem Auggie Smith (Robert Patrick), pai de Christopher, que continuará o assombrando como um literal fantasma do passado.

    E com Gunn à frente do roteiro, podemos esperar um novo ano igualmente espetacular.

    Ainda não existe data para a estreia da segunda temporada, mas já estamos ansiosos!

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