cineclick-logo
    botão de fechar menu do cineclick
  • FILMES
  • NOTÍCIAS
  • CRÍTICAS
  • LISTAS
  • GAMES
  • © 2010-2021 cineclick.com.br - Todos os direitos reservados

    Aniversariante do dia, Anna Faris nos faz rir desde os anos 2000

    De 'Todo Mundo em Pânico' a 'Mom', confira a carreira da atriz que completa 45 anos hoje
    Por Da Redação
    29/11/2021 - Atualizado há cerca de 2 meses

    Aqui vai um desafio: tente lembrar das comédias mais memoráveis dos anos 2000. Agora responda se alguma delas não contou com a presença de Anna Faris. Tarefa difícil, não é mesmo? 

    A loira — que também já foi morena — era praticamente "arroz de festa" em títulos cômicos dos anos 2000, que continuou fazendo o público rir nos 2010 e, provavelmente, vai continuar a fazê-lo nos 2020. 

    Com uma carreira bastante consolidada, a atriz, produtora e podcaster completa hoje (29) 45 anos. Por isso, o Cineclick resolveu dar um giro pelo seu currículo e relembrar alguns de seus papéis mais importantes. 

    Continue a leitura para saber mais.

    O início

    Filha de um professor de sociologia e uma educadora de alunos com necessidades especiais, a carreira de Faris foi iniciada na década de 1990. 

    O seu primeiro papel foi por meio de uma ponta um telefilme chamado Deception: A Mother's Secret (1991), interpretando uma personagem chamada Liz. Nos anos seguintes, ainda sem muito destaque, Faris apareceu em algumas produções independentes, como  Sem Limite Para Sonhar (1996) e Pânico em Lovers Lane (1999). 

    Duramente criticado pela imprensa especializada, Pânico em Lovers Lane foi tido como um slasher de segundo escalão, que parecia quer imitar o maior título do gênero lançado naquela época: Pânico (1996). Curiosamente, algo envolvendo Pânico estava prestes a aparecer na vida da atriz. 

    Gerando medo e risadas

    Faris chamou a atenção do público com Cindy Campbell, a paródia de uma final girl na sátira 'Todo Mundo em Pânico'Reprodução (Miramax)

    Embora tenha obtido um pouco de experiência no cinema, foi apenas no começo dos anos 2000 que a carreira de Faris começou a decolar. Parte disso é graças a um filme que parodia filmes, Todo Mundo em Pânico (2000). 

    Na comédia extremamente popular no Brasil, Anna interpretou a protagonista Cindy Campbell, uma paródia de final girl: atrapalhada e sem noção. Convenhamos, em um filme de terror de verdade, Cindy — muito provavelmente — não duraria até os créditos iniciais. 

    Para a sua sorte, o papel foi o grande empurrão da carreira da moça. Todo Mundo em Pânico foi um sucesso comercial absurdo, arrecadando mais de US$ 278 milhões mundialmente. Sua performance escrachada também lhe rendeu belos elogios. 

    Por Cindy, ela recebeu duas indicações ao MTV Movie Awards 2001 nas categorias de melhor revelação e melhor beijo. A excelente recepção do público fez com que a Dimension Films e a Miramax Company encomendassem uma sequência. Novamente, Faris voltaria a um papel principal. 

    Paralelamente à franquia Todo Mundo em Pânico, Faris tentou expandir seu alcance de público e versatilidade de papéis trabalhando com diretores e em produções independentes, como em May - Obsessão Assassina (2002), de Lucky McKee e o vencedor do Oscar Encontros e Desencontros (2003), de Sofia Coppola. Contracenando ao lado de Bill Murray e Scarlett Johansson, seu papel foi bem recepcionado — embora pequeno.

    Em entrevista, Faris afirmou que o filme foi uma das melhores experiências profissionais que teve. Segundo o New York Times, Faris “que mal tem destaque em Todo Mundo Pânico — no qual ela é a protagonista —, chega à vida plena, adorável e irritante como uma estrela da TV [...] este filme fará dela uma estrela”. 

    Em boa companhia

    Na temporada final de 'Friends', Anna Faris viveu a barriga de aluguel de Monica (Courteney Cox) e Chandler (Matthew Perry)Divulgação (Warner)

    Em uma clara ascensão, 2004 trouxe-lhe um dos papéis mais memoráveis de sua carreira: Erica, a barriga de aluguel de Monica e Chandler, em Friends. Muito elogiada pela performance na temporada final da produção, Faris chegou a ser cogitada para receber uma indicação à categoria de melhor atriz convidada em série de comédia no Emmy de 2004. 

    Embora ela não tenha conseguido a nomeação, Faris conquistou mais um papel em uma produção de calibre. Em O Segredo de Brokeback Mountain (2005), ela viveu um papel menor, mas que lhe garantiu uma indicação ao SAG Awards na categoria de melhor elenco (ao lado de seus co-astros Linda Cardellini, Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Heath Ledger, Randy Quaid e Michelle Williams).

    Após o dramalhão gay, Faris voltou a dar vida a papéis em comédias diversas, como Apenas Amigos (2005) e Minha Super Ex-Namorada (2006). Também em 2006, ela deu adeus ao seu papel-assinatura na franquia Todo Mundo em Pânico em seu quarto filme que ainda teve mais outras duas sequências.

    Ao lado de Chris Evans, Anna Faris estrelou a comédia 'Qual Seu Número?'Divulgação

    Já em 2007, ao lado de Gregg Araki, ela deu vida a um dos personagens mais bem recebidos de sua carreira. Na comédia stoner Smiley Face - Louca de Dar Nó (2007), Faris interpretou Jane, uma jovem que passa por uma série de desventuras após comer uma grande quantidade de cupcakes misturados com maconha. 

    E encerrando os anos 2000, a loira deu vida à outra personagem querida pelos fãs: Shelley, uma ex-coelhinha da Playboy que se inscreveu para ser a "mãe da casa" de uma irmandade universitária impopular após ser expulsa da Mansão Playboy, em A Casa das Coelhinhas (2008). 

    Embora tenha recebido críticas médias, os críticos foram unanimemente favoráveis ​​à atuação de Faris. O filme também fez bons números nas bilheterias globais e arrecadou US $70 milhões. 

    No começo da década seguinte ela continuou a ter bons papéis em outras comédias bem sucedidas na bilheteria, como em Zé Colmeia — O Filme (2010), Uma Noite Mais que Louca (2011), Qual Seu Número? (2011), O Ditador (2012), Para Maiores (2013) e Dou-lhes Um Ano (2013). 

    Mais um sucesso nas telinhas

    Faris estrelou a comédia dramática 'Mom' ao lado da vencedora do Oscar Allison JanneyDivulgação (Warner)

    Até então, o papel em Friends havia sido o seu maior nas telinhas. Mas no segundo semestre em 2014, Faris ganhou o papel principal na comédia Mom, do criador de The Big Bang Theory. Na série, ela interpretou Christy, uma mãe solteira recém-sóbria que tenta organizar sua vida ao lado de sua mãe, vivida por Allison Janney, uma também ex-alcoólatra tentando voltar aos eixos. 

    Ao longo de oito temporadas, a série se tornou a terceira comédia mais assistida na televisão, e recebeu críticas bastante favoráveis. Na produção, Faris também foi muito elogiada por seu timing cômico que combinava surpreendentemente bem com os toques de carga dramática da série. Após sete temporadas, Faris deixou a produção.

    Desqualificada? Jamais!

    Sua autobiografia, 'Unqualified' entrou na lista dos mais vendidos do New York TimesReprodução

    Em 2017, Faris publicou sua autobiografia, Unqualified (desqualificada, em tradução livre), descrita como parte “livro de memórias - incluindo histórias sobre ser 'a baixinha' na escola primária, encontrar e manter amigas e lidar com as pressões da indústria do entretenimento e da maternidade — parte, conselhos bem-humorados e inabaláveis ​​de seu podcast de sucesso.” Um sucesso de público e critica, o livro entrou para a famigerada lista de best-sellers do The New York Times

    Além de protagonizar e produzir comédias, Faris também tem um podcast: Unqualified, tal qual o nome do seu livro de memórias, que consiste em entrevistas com celebridades e figuras culturais, seguidas de ligações pessoais de ouvintes pedindo conselhos sobre relacionamentos e outras áreas da vida.  

    Independente de ser nas telinhas, telonas ou na podosfera, uma coisa é certa: é impossível resistir ao charme e carisma da atriz. Parabéns, Anna Faris

    Leia também