Perto dos 30 anos, O Poderoso Chefão 3 chega aos cinemas refeito

Filme foi restaurado e ganhou uma nova edição

18/11/2020 11h45

Por Daniel Reininger

Prestes a completar 30 anos, o último capítulo da trilogia O Poderoso Chefão III ganhará uma edição especial intitulada O Poderoso Chefão de Mario Puzo — Desfecho: A Morte de Michael Corleone. O longa será refeito com foco nos fãs da saga cinematográfica inspirada no romance homônimo de Mario Puzo e adaptada para a telona por Francis Ford Coppola.

O filme vai estrear em 3 de dezembro em cinemas selecionados de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Além disso, chegará nas plataformas digitais NET NOW Claro, Sky, Apple TV, Google Play, Vivo, Oi, Xbox Video, PlayStation Store para aluguel e compra, no dia 8 de dezembro.

Trama

Visto como uma das maiores da história do cinema, O Poderoso Chefão: Parte III encerra a trilogia dos Corleone. O novo filme trará uma narrativa mais próxima do best-seller de Mario Puzo ao acompanhar Michael (Al Pacino), agora na década de 60, enquanto ele procura libertar sua família do crime e encontrar um sucessor adequado para seu império. O longa foi indicado em sete categorias do Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor.

A Paramount Pictures divulgou trailer da nova versão. Veja:

Nova versão

O novo filme traz a visão original do diretor Coppola e do roteirista Puzo para o final da saga dos Corleone. O longa foi restaurado para uma melhor apresentação nos cinemas. "O Poderoso Chefão de Mario Puzo — Desfecho: A Morte de Michael Corleone é um reconhecimento do título de Mario, e também meu preferido, que retrata nossas intenções originais para o que se tornou O Poderoso Chefão: Parte III", disse Coppola.

O diretor comentou sobre a oportunidade de finalizar o longa como sempre quis. "Para esta versão, reorganizei cenas tomadas e combinações musicais. Com essas mudanças, mais a filmagem e o som restaurados, esta é, para mim, uma conclusão mais apropriada para O Poderoso Chefão e O Poderoso Chefão: Parte II e estou grato a Jim Gianopulos e à Paramount por me permitirem revisitá-la", finalizou o cineasta.

Restauração

Coppola e sua produtora, American Zoetrope, trabalharam a partir de uma varredura de 4K do negativo original para empreender uma cuidadosa restauração quadro a quadro do original, a fim de criar a melhor apresentação possível.
A equipe de restauração da Zoetrope e da Paramount começaram procurando mais de 50 tomadas originais para substituir as óticas de menor resolução no negativo original. Este processo levou mais de 6 meses e foi preciso revirar mais de 300 caixas de negativos.

A Zoetrope trabalhou pesado para reparar arranhões, manchas e outras anomalias, que não podiam ser tratadas anteriormente devido às restrições tecnológicas, enquanto melhorias foram feitas para melhorar o áudio 5.1 original.
Na metade do projeto, todo o trabalho - mesmo a busca do negativo - foi realizado pela Zoetrope e pela Paramount remotamente, por conta da pandemia de Coronavírus, mas ainda assim tudo seguiu como o planejado. "O Sr. Coppola supervisionou todos os aspectos da restauração enquanto trabalhava na nova edição, assegurando que o filme não só tenha uma aparência e um som impecável, mas também atenda seus padrões pessoais e sua visão de direção", disse Andrea Kalas, vice-presidente senior da Paramount Archives.

Polêmicas

O filme original foi lançado no Natal de 1990 e não agradou, além de ter arrecadado bem menos do que o esperado com a venda de ingressos, perdendo, na época, para Os Bons Companheiros, inesperado sucesso de Martin Scorsese.

Entre as polêmicas do longa está a desistência de Winona Ryder, que seria uma de suas principais estrelas do filme, mas alegou estar sofrendo de exaustão e foi substituída às pressas por Sofia Coppola, filha do cineasta, cuja performance já foi eleita a pior da história do cinema.

Hoje renomada diretora, ela já explicou que só topou o papel porque seu pai a implorou. "Foi estranho, mas no fim aprendi a ser mais forte", disse em 2011 sobre a experiência de ter sido massacrada pela crítica.
Seria essa versão revisada um pedido de desculpas de Coppola para sua filha?

 

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