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    Peter Fonda e artistas comentam a morte de Dennis Hopper

    Por Da Redação
    30/05/2010

    Peter Fonda, que trabalhou com Dennis Hopper, em Sem Destino (1969), comentou a morte do amigo e colega de profissão: "Nós dirigimos pelas estradas da América e mudamos o modo de como os filmes eram feitos em Hollywood", disse Fonda sobre o longa que Hopper escreveu, dirigiu e protagonizou. "Fui abençoado por sua paixão e amizade."

    Hopper, de 74 anos, morreu na manhã deste sábado (29/5) em sua casa na Califórnia, cercado de amigos e familiares, segundo informou o amigo da família Alex Hitz. Em outubro de 2009, o ator e diretor recebeu o diagnóstico de um câncer na próstata.

    A atriz Marlee Matlin chama Hopper de um dissidente. "Um ator maravilhoso. Você sempre tinha algo inesperado dele."

    "Até mais Dennis", twitou a atriz Virginia Madsen, que foi dirigida por Hopper em Um Local Muito Quente. "Ele me ensinou muito."

    "Não há cena melhor no cinema do que a do confronto com [Christopher] Walken em Amor à Queima-Roupa", disse a atriz Elizabeth Banks em seu Twitter.

    Eric Roberts, que atuou com Hopper no seriado Crash, disse que o colega era "tudo o que você não esperaria que ele fosse, baseado no que ele interpretava." Roberts lembrou que, certa vez, Hopper ajudou a tripulação durante um voo, quando um passageiro teve ataque de pânico a bordo. "Para um cara que era mestre em criar personagens inquietantes, Dennis tinha uma forma de cura na vida."

    Após um início de carreira promissor, em Juventude Transviada, com James Dean, Hopper envolveu-se com drogas e álcool, passando por momentos difíceis. No set de Bravura Indômita, Hopper e John Wayne se desentenderam a ponto de Wayne persegui-lo com uma arma. "Grande parte de Hollywood", disse o historiador David Thomson, "achava Hopper um osso duro de roer."

    Porém, a má fase terminou com o longa Sem Destino, rodado com orçamento de US$ 380 mil, que teve indicação ao Oscar de Melhor Roteiro. "Nunca foi um filme apenas de motocicleta para mim", disse Hopper, em 2009. "Muito do que foi feito estava ligado politicamente ao que estava acontecendo no país."

    Sem Destino rendeu US$ 40 milhões nas bilheterias, uma soma considerável para a época. O filme se tornou um marco: foi sucesso em Cannes, recebeu indicação ao Oscar e figura na lista dos 100 Melhores Filmes Americanos do American Film Institute.