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    Pole Dance: Dança do Poder estreia na Netflix com foco na beleza feminina

    Série explora como as mulheres acham a cura de problemas por meio do movimento sensual da dança
    Por Daniel Reininger
    05/02/2021 - Atualizado há 16 dias

    A Netflix apresenta uma forma nova e inesperada de cura em Pole Dance: Dança do Poder. O filme é surpreendente e discute questões bem pessoais, ao trazer experiências de suas personagens com a dança, popularmente associada à uma visão erotizada do corpo da mulher.

    Uma visão diferente

    A diretora indicada ao Oscar, Michèle Ohayon (Cristina), apresenta um filme intimista sobre um grupo de mulheres, que encontraram a cura para traumas e problemas de autoimagem nos movimentos sensuais da arte do pole dance. Num concurso da dança artística, elas aprendem sobre seus corpos, necessidades e trabalham a autoestima.

    O documentário também incentiva às mulheres que assistirem a buscar essa arte. "Eu fiz Pole Dance: Dança do Poder para celebrar as mulheres que se transformam de vítimas em vitoriosas por meio da bela e sensual arte da dança do poste e do movimento", Ohayon disse à revista People.

    Eu queria mostrar pelas minhas lentes que a dança sensual é para todo tipo de corpo, forma e origem étnica”, diz ela. "Meu filme dá voz a um grupo diversificado de mulheres, seu poder, sua dor, sua recuperação, sua beleza crua, e oferece uma mensagem positiva muito necessária de mulheres eliminando a vergonha e assumindo a propriedade de seu ser sensual e feminino para ascender. Eu realmente espero que inspire outras a entrar em movimento."

    O filme revela como mulheres que lutam com perda, traumas e vergonha restauram sua confiança e passam a se aceitar como são. “Não se trata de me sentir bonita, mas de se sentir poderosa”, diz uma das entrevistadas do documentário. "Eu quero um pouco disso."

    A atriz Sheila Kelley, por exemplo, descobriu a dança enquanto pesquisava para um papel no filme independente As Divas do Blue Iguana, onde o estereótipo habitual de dança erótica é explorado. Entretanto, a produção da Netflix passa longe dos clubes de strip-tease e outras questões associadas a visão masculina sobre essa dança. Para Kelley, é uma "prática de estilo de vida feminino". De certa forma, o longa procura criticar exatamente esse olhar masculino em relação às mulheres e seus corpos.

    Ohayon e sua equipe capturam com impressionante intimidade cada uma das entrevistadas e trazem uma visão única dessa dança, das mulheres e de como as elas sofrem com a sociedade patriarcal. Certamente, é uma obra imperdível.

    Produção feminina

    Filmado por uma equipe totalmente feminina, o documentário, de quase 2 horas de duração, traz direção e roteiro de Michèle Ohayon, que também é a produtora do longa. 

    A cineasta marroquina é mais conhecida pelo doc indicado ao Oscar, Colors Straight Up.

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    Estreia

    O documentário já está disponível na Netflix desde essa sexta, 5.

    Trailer de Pole Dance: Dança do Poder