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    Como Bruce Lee se tornou uma lenda?

    Ator não foi apenas um mero elemento em filmes de ação, e sim, um verdadeiro ícone
    Por Da Redação
    16/12/2021 - Atualizado há cerca de 1 mês

    Bruce Lee teve uma carreira meteórica no cinema. Mesmo interrompida precocemente, graças a um acidente no set de Operação Dragão (1973), ele deixou a sua marca em Hollywood.  

    Conhecido como uma arma quádrupla, Lee atuava e dirigia, além de trabalhar como instrutor de artes marciais e — pasme — filósofo. Com mais de 30 filmes no currículo, o astro é referenciado até hoje em inúmeras séries, filmes e documentário — como Era Uma Vez… Em Hollywood, de Quentin Tarantino.

    Um ícone absoluto, Lee também fundou o Jeet Kune Do, uma filosofia híbrida de artes marciais, com vertentes de disciplinas diversas, bastante creditada como inspiração para o surgimento das Artes Marciais Mistas Modernas, chamada MMA.

    Conheça mais sobre sua carreira e entenda como Bruce Lee se tornou uma lenda.

    Antes do estrelato

    Filho de imigrantes chineses, Bruce Lee nasceu na cidade de São Francisco, na Califórnia, em 27 de novembro de 1940. 

    Apesar da descendência mista, Lee sempre fez questão de honrar a cultura chinesa. Desde muito cedo, ele também parecia ter afinidade com o mundo das artes, já que seu pai, Lee Hoi-chuen, foi um famoso ator de óperas cantonesa. Aliás, foi justamente Hoi-chuen que o introduziu à indústria cinematográfica. 

    Quando cresceu, Bruce estudou artes dramáticas, filosofia e psicologia na Universidade de Washington. Seu período universitário foi marcado pelo início de sua carreira paralela como instrutor de artes marciais. Contudo, Lee rapidamente largou os estudos e se mudou para a cidade de Oakland, onde morou com James Yimm Lee

    Vinte anos mais velho que Bruce, James era um conhecido artista marcial chinês e, juntos, eles fundaram o segundo estúdio de artes marciais na cidade, o Jun Fan. O colega de quarto também foi responsável por apresentar Lee ao artista marcial americano Ed Parker.

    Bruce Lee em 'O Dragão Chinês'Reprodução

    Começo nada ortodoxo

    É possível afirmar que Parker foi o segundo responsável pela carreira cinematográfica de Bruce. 

    Isso porque, a seu convite, Lee apareceu no Long Beach International Karate Championships, em 1964, evento no qual realizou repetições de flexões de dois dedos, usando o polegar e o indicador de uma mão — uma de suas principais marcas. 

    Essa exposição permitiu que Lee fosse se apresentar no programa The Green Hornet, a primeira atração americana a expor artes marciais de estilo asiático na televisão. Contudo, o diretor do título queria que Bruce lutasse tal qual um combatente americano, proposta que Lee recusou. 

    Isso aconteceu porque Bruce era simplesmente tão rápido, que seus movimentos não podiam ser capturados no filme.

    Bruce Lee lutando pra valer em 'Operação Dragão'

    Os movimentos de Lee logo chamaram atenção dos produtores hollywoodianos. Assim, logo chegaram até ele convites para o cinema. Ao longo de sua carreira, Lee estrelou em diversas produções focadas em artes marciais, como:

    • O Dragão Chinês (1971) — Disponível no Prime Video 
    • A Fúria do Dragão (1972) — Disponível pela Apple TV+
    • O Voo do Dragão (1972) — Disponível no Prime Video (escrito e dirigido por Lee) 
    • Operação Dragão (1973) — Disponível pela HBO Max
    • Jogo da Morte (1978) — Disponível pelo Prime Video

    Esses títulos foram responsáveis por transformar Lee em um mero ator ao maior rosto do cinema de artes marciais do mundo. Justamente por isso ele se tornou uma figura muito icônica, especialmente na China. 

    Servindo praticamente como um representante do nacionalismo chinês, o sucesso de Lee foi responsável por ajudar a desconstruir a figura do típico homem asiático-americano, que era frequentemente associada a homens emasculados.

    Importância

    A carreira de Lee foi interrompida durante as filmagens de Operação Dragão (1973). Na ocasião, enquanto fazia um trabalho de dublagem para o filme, Lee se acidentou e morreu em consequência de um choque térmico. Mas apesar de breve, sua filmografia entrou para a história do cinema. 

    Suas coreografias inspiraram muitas outras sequências de luta na sétima arte, que seguem até hoje. Além disso, seu sucesso e partida precoce foi responsável por catapultar nomes do cinema de ação, tais quais Jet Li, Jackie Chan, Chuck Norris, Dan Inosanto e Steve Seagal.

    Grandes diretores também utilizaram a figura de Lee como inspiração para compor verdadeiros clássicos modernos. Quentin Tarantino, fã assumido do ator, admitiu que seus movimentos foram referências importantes durante a produção de Kill Bill, além do seu retrato direto em Era Uma Vez… Em Hollywood

    Seu legado permanece até hoje, influenciando astros, nomes por trás das câmeras e até mesmo personagens no cinema e na televisão.

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