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    Por que estão todos falando em The White Lotus?

    Produção da HBO exibiu seu último episódio ontem (15) e foi o sucesso das últimas semanas
    Por Flávio Pinto
    16/08/2021 - Atualizado há cerca de 1 mês

    Um resort de luxo na ilha paradisíaca do Havaí, um assassinato, uma trupe eclética de personagens moralmente questionáveis e o mais novo sucesso da rede americana HBO. Essa é The White Lotus, criação de Mike White (roteirista e ator de Escola de Rock) para o canal de Game of Thrones e Mare of Easttown.

    Prevista anteriormente como uma série limitada, mas renovada no meio do caminho (no próximo ano, ainda sempre previsão de estreia, a série terá outro elenco e enredo para garantir o status de atração antológica), a produção gerou muitas teorias e discussões nas redes sociais, alcançou o topo da audiência na plataforma de streaming da HBO e ganhou o título de “fenômeno do verão”. 

    Mas por que exatamente todos estão falando em The White Lotus?

    Personagens chatos, mas reais

    Brittany O'Grady e Kekoa Kekumano dividem um momento crítico no quinto episódio da sérieReprodução (HBO)

    A dinâmica da série é basicamente dividida em duas: os privilegiados e os funcionários do The White Lotus Resort. 

    No grupo dos afortunados, os personagens não têm noção da realidade, não entendem a lógica por trás do trabalho, são mimados, sem noção, patéticos e extremamente divertidos. Os funcionários, por outro lado, cativam pela humanidade, “sincericídio”, e pelo descompenso.

    Mas todos ali têm algo em comum, nenhum é uma caricatura. O espectador reconhece da vida real pelo menos um ou dois personagens da série.

    Elenco afiado

    Jennifer Coolidge e Murray BartlettDivulgação (HBO)

    Essa dinâmica cheia de personagens em The White Lotus dá margem para que o elenco inteiro tenha a oportunidade de brilhar. Não há protagonistas ou coadjuvantes, e sim, um elenco de suporte com grau similar de igualdade na série. 

    A produção conta com atuações formidáveis de Steve Zahn (Planeta dos Macacos: A Guerra), Sydney Sweeney (Euphoria), Natasha Rothwell (Insecure), Brittany O'Grady (Little Voice), Jake Lacy (High Fidelity), Connie Britton (American Horror Story), Alexandra Daddario (Baywatch: S.O.S. Malibu) e Fred Hechinger (A Mulher na Janela).

    Mas os destaques mesmo são Murray Bartlett (visto anteriormente em Looking, série da HBO) como Armand, o gerente do resort, e Jennifer Coolidge, de Legalmente Loira, como a carente Tanya McQuoid.

    Quem morreu?

    Corpo do personagem que morreu no resort da minissérieReprodução (HBO)

    Logo no primeiro episódio da série, uma coisa que o público fica sabendo de cara é que alguém morreu no resort. Ao longo da temporada, embora o suspense de “quem morreu ou quem matou?” fique em segundo plano, ainda é curioso acompanhar aos episódios e tentar decifrar como essa história vai se desenrolar no meio de uma sátira social recheada de muito humor negro. 

    Os ricos também choram

    Alexandra Daddario interpreta uma jornalista em crise de identidade em plena lua de mel em White LotusReprodução (HBO)

    Com o sucesso de crítica e no circuito de premiações de Succession, e de audiência e redes sociais de Gossip Girl, a HBO está definitivamente se firmando no segmento “os ricos também choram”. The White Lotus é o puro suco disso. 

    A série acompanha personagens ricos no seu sofrimento fútil. Sucesso de audiência pela HBO Max, e já renovada para mais um ano, resta esperar como a indústria - e o Emmy - vão abraçar a produção no ano que vem. 

    Efeito cascata

    Dinâmica entre funcionários e hóspedes é um dos pontos centrais da sérieDivulgação (HBO)

    Diferente do modelo de distribuição da Netflix, em que todos os episódios são lançados na mesma hora e o público decide de qual forma vai assistir, a HBO lança a sua série da maneira tradicional, semanalmente. Embora o público tenha se acostumado com o tal do “binge” — o de assistir a todos os episódios de uma vez só, o sucesso de The White Lotus foi permitido graças às discussões semanais na internet. 

    Assim como Mare of Easttown este ano, que também cresceu da mesma forma, o burburinho a cada semana despertou a curiosidade de mais pessoas, fazendo com que a produção de Mike White ganhasse novos fãs e novos fãs.