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    Por que Seinfeld é considerada um marco das séries?

    Aclamada produção de Jerry Seinfeld — finalmente — entrou hoje (1) na Netflix
    Por Flávio Pinto
    01/10/2021 - Atualizado há 25 dias

    Seinfeld, indubitavelmente tida como uma das melhores séries de todos os tempos, finalmente chegou à Netflix

    Hoje (1), os 180 episódios das nove temporadas foram adicionados ao catálogo da plataforma — e por um preço bilionário (a companhia de Ted Sarandos teve que desenbolsar mais de 2 bilhões de reais para o comediante Jerry Seinfeld pelos direitos da produção).

    Mas a que se deve tanto oba oba? Apesar do seu sucesso no Brasil nem chegar aos pés de Friends, outro título noventista do mesmo pedigree, Seinfeld foi uma série que destruiu todas as convenções do formato sitcom e transformou o meio. 

    Conhecida como "a série sobre nada", é fácil esnobar sua influência na televisão graças a alcunha supracitada. Mas apesar de ser "sobre nada", teoricamente, a produção foi uma baita revolução.

    Entenda por que Seinfeld é considerada um marco das séries. 

    O quarteto fantástico da sérieDivulgação (Sony Pictures)

    A série

    Lançada em 1989, Seinfeld se tornou um dos maiores sucessos da TV americana ao acompanhar a vida de quatro amigos solteirões vivendo em Nova York. Estrelada por Jerry Seinfeld, Julia Louis-Dreyfus, Jason Alexander e Michael Richards, a atração tem ao todo 9 temporadas e foi finalizada em 1998. A atração, que já chegou a ser considerada a maior rival do seriado Friends, e acaba de chegar completa ao Netflix. 

    Como Seinfeld mudou o gênero sitcom

    Sem dúvida alguma, o maior impacto da produção de Jerry Seinfeld se deve à reformulação da estrutura de um episódio de comédia. 

    Explicando melhor: antes de Seinfeld estrear, um episódio tradicional de sitcom girava em torno de, no máximo, duas histórias - algo que envolvia o protagonista e outro enredo que lidava com algum dos coadjuvantes. Com pouca frequência essas histórias se encontravam narrativamente.

    Seinfeld, por outro lado, colocava até quatro tramas paralelas em um mesmo episódio que, inevitavelmente, se encontravam no meio do caminho. 

    Por exemplo, existe um episódio em que George finge ser um biólogo marinho, enquanto Kramer resolve praticar golfe em uma praia. No final do episódio, George acaba tendo que salvar uma baleia encalhada na praia. O motivo desse acidente? Uma bola de golfe atingiu seu espiráculo (o buraco no qual entra e sai ar no animal). E adivinha de quem era aquela bola de golfe...? Pois, é! 

    Aliás, alguns dos melhores episódios de Seinfeld se beneficiam por essa convergência de histórias em 22 minutos. 

    Os primeiros anti-heróis da televisão?

    Embora a figura de anti-herói de meia-idade tenha se firmado na televisão graças a personagens como Don Draper (de Mad Men), Tony Soprano (Família Soprano) e Walter White (Breaking Bad), Seinfeld ajudou, a seu modo, a estabelecer essa narrativa íntima de pessoas horríveis graças ao seu quarteto fantástico.

    Diferentemente das outras sitcoms da época, os personagens principais de Seinfeld eram declaradamente egoístas, manipuladores, egocêntricos, mimados, infantis e inescrupulosos. Pode parecer pesado, considerando que a produção é uma série de comédia, mas as peripécias aos quais o quarteto teve de lidar durante os 180 giravam, em boa parte, em torno das personalidades "grosseiras demais" (uma baita eufemismo) de cada um.

    Hoje em dia, comédias como Arrested Development, It's Always Sunny in Philadelphia e Veep (estrelada por Julia-Louis Dreyfus) gozaram do privilégio de serem estreladas por personagens detestáveis. 

    Veja o promo de Seinfeld na Netflix

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