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    Preso no Irã, Jafar Panahí promete manter greve de fome por libertação

    Por Da Redação
    22/05/2010

    Preso no Irã desde 2 de março sob a acusação de prejudicar a imagem do país, o cineasta Jafar Panahí iniciou uma greve de fome e prometeu mantê-la até que todas as suas exigências sejam cumpridas.

    “A menos que cumpram minhas exigências, me nego a comer porque não quero servir de cobaia que é submetida a todo tipo de tortura mental e física”, afirmou o diretor por meio de carta ditada a seus familiares da prisão de Evin. A Campanha Internacional dos Direitos Humanos no Irã tornou o texto público.

    Em julho, o cineasta já havia sido preso e interrogado porque, de acordo com fontes consultadas pelo diário espanhol El País, colocou flores no túmulo de Neda Agha Soltan, jovem assassinada que se tornou um símbolo nas manifestações que sucederam a vitória eleitoral de Mahmoud Ahmadinejad como presidente, sob acusação de manipulação dos resultados. O vídeo foi enviado ao Festival de Cannes.

    Jafar Panahí não é o único cineasta preso no Irã. Segundo a Anistia Internacional, a lista também inclui Mohammad Ali Shirzadí, preso em janeiro, porque filmou uma entrevista com Ali Montazarí, ativista pelos direitos humanos e um dos aiatolás dicidentes.

    Panahí e Shirzadí, presos na mesma cela, são companheiros de prisão de outro diretor, Mohamad Nurizad, que também iniciou greve de fome após ser golpeado por um segurança da penitenciária Evin.

    Panahí é premiado internacionalmente. Em 1995, ganhou o Câmera de Ouro (diretores estreantes) e a mostra Um Certo Olhar em 2003 por Ouro Carmim. Já em Veneza, Panahí ganhou o Leão de Ouro em 2000 por O Círculo.