Quatro vezes ganhador do Goya, Aranoa fala sobre seu novo filme

08/10/2010 13h31

Para o público brasileiro, o cineasta Fernando León de Aranoa surgiu com força em Segunda-feira ao Sol, filme que apresenta a história de 200 operários desempregados. Aos 42 anos, o madrilenho chega à direção do seu sexto longa-metragem, Amador.

“O filme tem um humor negro que está muito próximo de Segredos em Família (1996)”, afirmou Aranoa a leitores do diário espanhol El País. Apesar de a história centrar atenções na imigrante Marcela, o cineasta nega que o filme seja uma radiografia da imigração. “Creio que transcenda esse tema para falar da vida”.

Premiado quatro vezes e indicado outras três vezes ao Goya, o Oscar do cinema espanhol, Aranoa puxa pela memória quais são suas principais influências. “Certamente o cinema italiano dos anos 50 e 60, o neorealismo, a comédia. Nomes como Vittorio De Sica, Monicelli e Ettore Scola são mestres porque sabem tanto de cinema quanto da vida, duas coisas importantes para fazer filmes que realmente valham a pena”.

Amador, seu novo filme, conta a história de Marcela (Magaly Solier, do premiado A Teta Assustada), uma jovem que aceita um trabalho temporário como enfermeira particular de Amador (Celso Bugallo). Com a relação, ambos começam a dividir seus segredos.


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