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    Ricardo Darín acusa revista de enganá-lo após polêmica com presidente argentina

    Darín tentou esclarecer a confusão em diferentes emissoras de televisão durante a pré-estreia de seu novo filme.
    Por Daniel Reininger
    16/01/2013

    Parece que virou moda estrelas de cinema discutirem com os presidentes de seus respectivos países. Depois de Gérard Depardieu (As Aventuras de Pi) bater de frente com o governo de François Hollande, é a vez do ator mais famoso da Argentina, Ricardo Darín (Elefante Branco), comprar briga com Cristina Kirchner. Só que diferente do francês, o hermano diz que foi enganado por revista e nunca quis confrontar a mandatária.

    Tudo começou com supostas críticas do ator à família da presidente no sábado (5/1), durante uma entrevista à revista Brando . “Gostaria que alguém me explicasse o crescimento patrimonial dos Kirchner? Como eles não têm vergonha na cara? Como pode ser?”, questionou o ator, em referência aos € 12 milhões declarados pela presidente no ano passado como patrimônio.

    A presidente não deixou barato e respondeu, explicando que seu marido, que faleceu em 2010, não podia se defender e ela o faria por ele. “Não só se investigou a fundo (o patrimônio dos Kirchner), mas também foi nomeado um grupo de peritos da Suprema Corte da Nação para realizar as perícias contábeis, que duraram meses, e concluiu que não se havia cometido nenhum ato ilícito, o que obrigou o juiz a rejeitar as acusações”, escreveu a presidente em carta aberta.

    Só que nesta segunda-feira (14/01), Darín tentou esclarecer a situação. “Causei uma ferida nela que não queria causar”, afirmou o ator, que gostaria de encontrar a mandatária para “esclarecer alguns aspectos, porque não gosto de ferir ninguém gratuitamente”, explicou.

    Segundo Darín, a presidente argentina tem razão em se ofender, afinal suas palavras foram tiradas do contexto. “Me senti muito usado”, disse o ator sobre a forma como suas declarações foram exploradas pela mídia. “O espírito do que eu digo [na entrevista] não é de confrontação, é justamente o contrário. Mas isso não foi destacado”, disse o ator.

    Darín tentou esclarecer a confusão em diferentes emissoras de televisão durante a pré-estreia de seu novo filme, Tesis. Em uma delas, criticou o título da entrevista que resultou na polêmica: Somos um país criança. “Podemos dizer que é um título que inventaram. Se uma frase de uma conversa é utilizada como um título, depois é preciso explicar de onde isso veio”, reclamou.

    O ator esclareceu ainda que não questionou o patrimônio somente dos Kirchner, mas sim de todos os funcionários públicos da Argentina. “Isso muda um pouco ângulo”, explicou. “A menção à família Kirchner foi o que mais chamou a atenção e a isso se agarraram para ter um golpe de efeito em todos os meios. Percebi que se estava fazendo uma utilização muito perversa [da entrevista]”, afirmou.

    Será que a presidente vai aceitar a explicação?