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    Quem é Ryan Murphy, dono de fórmula sucesso na Netflix

    O americano se tornou um dos nomes de maior sucesso das telas
    Por Thamires Viana
    06/05/2021 - Atualizado há 5 meses

    Ryan Murphy se tornou um gênio das telas. Não do tipo que nunca comete erros em suas produções, mas do tipo que encontrou uma fórmula ideal para garantir o sucesso. 

    Aos 55 anos, o escritor, jornalista, produtor e diretor americano deu uma "cara" única às diversas séries que lança desde o final dos anos 90 e já tem mais uma chegando por aí: Halston

    Assinando o roteiro de alguns episódios e a produção executiva, Murphy trará a história de Roy Halston Frowick (Ewan McGregor), estilista que se tornou uma celebridade nos anos 70. A série que estreia em 14 de maio marcará como mais uma das diversas produções do americano em parceria com a Netflix. 

    Conheça mais sobre Ryan Murphy e sua fórmula de sucesso que criou um público cativo: 

    As produções de Ryan Murphy

    Talvez você não ligue diretamente o nome à pessoa, mas certamente já ouviu falar de algumas de suas produções. O americano nascido em Indianapolis, nos Estados Unidos, começou sua carreira em 1999 com a série Popularidade, que durou duas temporadas, e que foi criada por ele em parceria com Gina Matthews. A produção, considerada antecessora de Glee, já abordava um assunto que viria a ser comum em sua carreira: o mundo adolescente. 

    E foi em 2009 que ele trouxe à TV o fenômeno Glee: Em Busca da Fama. Inserindo diversos elementos atrativos na série como música, mundo jovem, o espaço às minorias e atores talentosos, Murphy reconheceu ali a sua "galinha dos ovos de ouro" e passou a trilhar um curioso caminho ao longo dos anos.

    Cultuado pelos jovens, o americano quis trazer esse público com ele nas produções que viriam a seguir. Foi então que criou American Horror Story, outro sucesso da TV americana que garantiu refresco às atrações antológicas do gênero. Embora tenha ido para um outro universo, este mais sombrio, ele colocou um casal jovem na primeira temporada que, mais uma vez, foi cultuado pelo público: Tate (Evan Peters) e Violet (Taissa Farmiga). A dupla foi parar no Tumblr, Twitter, fã-clubes e nas telas de descanso de celulares mundo afora!

    Evan Peters e Taissa Farmiga em American Horror Story (2011)Reprodução

    E foi assim que Murphy impulsionou suas temporadas seguintes contando sempre com elencos afiados e pontos cruciais que despertariam o carinho do público para com os personagens. Até Lady Gaga se rendeu aos encantos de Murphy e estreou a quinta temporada do projeto.

    Dez anos depois, American Horror Story ainda faz um mega sucesso e não sai da boca do público. A recente temporada, por exemplo, chega ainda este ano e trará ninguém menos do que Macaulay Culkin no elenco. 

    Com ela, Murphy se rendeu ao público teen de vez e trouxe outras séries que seguiram o mesmo caminho: Scream Queens, com Emma Roberts, Ariana Grande e Billie Lourd no elenco, e The Politician, atração da Netflix que conquistou bons números de audiência no streaming. Ambas apostaram em cenários coloridos, vilões carismáticos, looks impecáveis e mistérios por trás de suas histórias: tudo o que o jovem adora assistir! 

    Ariana Grande, Emma Roberts, Abigail Breslin e Billie Lourd em cena de Scream Queens (2015)Reprodução

    A fórmula

    Além de trazer o público jovem com suas tramas cativantes, Murphy entendeu que precisava abrir cada vez mais espaço às minorias. Foi assim, então, que suas atrações passaram a trazer ainda mais temáticas LGBTQIA+, personagens negros, gordos, PCDs... todos em papéis de destaque. 

    Depois de falhar em Glee trazendo um ator que não tem deficiência para viver o cadeirante Artie, em 2011 Murphy escalou a carismática Jamie Brewer, atriz americana portadora da Síndrome de Down, para integrar o elenco de American Horror Story. O mesmo aconteceu com Mat Fraser, ator que nasceu com focomelia, e Jyoti Amge, a menor mulher do mundo, escalados para a quarta temporada do show.

    Com Pose, uma das atrações mais emocionantes e impactantes de sua carreira, Murphy se uniu a Brad Falchuk e Steven Canals para trazer o maior elenco de atores transgêneros da história. Na série que estreou recentemente sua terceira temporada nos EUA, somos levados às décadas de 80 e 90 para acompanhar o mundo dos bailes pertencentes à comunidade LGBTQIA+ de Nova York. Pose destaca temas como preconceito, família, saúde, politização e relacionamentos focada na comunidade trans, principalmente os negros e latinos. 

    A ideia de se trazer cada vez mais astros e assuntos pertencentes às minorias, acabou levando Murphy a ampliar a identificação dos mais diversos públicos com suas produções e, assim, aproximá-los de seus próximos lançamentos. Sucesso!

    Mj Rodriguez em cena de Pose (2018)Reprodução

    Mas, como nem tudo é perfeito, há um ponto a falar sobre as produções de Murphy: embora sejam ótimas em suas representatividades, o americano acabou criando um padrão único para todas: a repetição de alguns astros como Evan Peters, Jessica Lange e Sarah Paulson, estética, edição, trilha e argumentação, muitas vezes, as fazem parecer "mais do mesmo". Mas, tudo bem, nós perdoamos!

    Outras produções do produtor que merecem destaque: 

    Estética (2003-2010), Correndo com Tesouras (2006), Comer, Rezar e Amar (2010), The Normal Heart (2014), American Crime Story (2016), Feud (2017), Hollywood (2020), Ratched (2020), The Boys in The Band (2020), Secreto e Proibido (2020) e A Festa de Formatura (2020). 

    Conheça mais sobre as demais produções de Murphy aqui

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