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    Se Puder...Dirija!: diretor e elenco falam de primeiro filme brasileiro em 3D

    Longa estreia em mais de 400 salas e espera ser o precursor da terceira dimensão no país
    Por Roberto Guerra
    20/08/2013
    Se Puder Dirija

    Até que demorou para o Brasil entrar na lucrativa onda do cinema 3D. E o calcanhar de Aquiles por aqui era o binômio custo-know-how. Uma produção rodada com a tecnologia custa, em média, 50% mais. Para piorar a situação, não há técnicos especializados no país na gravação em terceira dimensão, que exige série de cuidados especiais. Driblando com habilidade insuspeita os obstáculos, chega às telas brasileiras no próximo dia 30 Se Puder... Dirija!, primeiro longa nacional live-action em terceira dimensão.

    "Quando decidimos fazer em 3D, colocamos na cabeça que tinha de ser bem feito. Não era só fazer por fazer para ter o preço médio do ingresso maior [...] Fizemos diversos worlshops para entender um monte de coisas: como funciona a imagem para cada um dos olhos, qual é a geometria entre essas imagens", revela o diretor Paulo Fontenelle, que se reuniu com a equipe do filme em São Paulo nesta segunda (19) para promover o lançamento.

    O famoso "jeitinho brasileiro", somado a uma forcinha vinda do exterior, foram essenciais para tornar o projeto viável. Economizando aqui e ali na produção, os realizadores de Se Puder...Dirija! conseguiram fazer o filme dentro do padrão orçamentário de um longa nacional – custo total de R$ 8 milhões -, com o uso da tecnologia 3D representando apenas 30% da receita.

    "A gente não tinha no Brasil, por exemplo, uma equipe capacitada fazer a fotografia do filme em 3D. Então, trouxemos dos Estados Unidos. São pessoas com vasta experiência em filmes 3D, como O Grand Gatsby, Transformers e Piratas do Caribe. Se Puder...Dirija! foi finalizado em Los Angeles dentro dos laboratórios da Dolby e da Technicolor . Os equipamentos e câmeras foram trazidos de Los Angeles e foram os mesmos usados no último filme do Homem-Aranha", conta a produtora Vilma Lustosa.

    Se Puder Dirija
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    Para evitar correr riscos, o primeiro longa em 3D brasileiro estreia num gênero comercialmente assertivo no país, a comédia. Se Puder... Dirija! é estrelado Luís Fernando Guimarães no papel de uma pai que tem relação distante com o filho de quatro anos (Gabriel Palhares). Pressionado pela mãe do menino (Lavínia Vlasak), de quem é separado, se compromete a passar um dia todo com o menino e participar de uma gincana de pais na escola.

    As coisas, no entanto, não acontecem como o esperado. Ele resolve pegar "emprestado" o carro de Márcia (Bárbara Paz), cliente do estacionamento onde trabalha como manobrista, para buscar o garoto. O que seria uma saidinha rápida transforma-se numa aventura depois que é sequestrado por ladrões no meio do caminho.

    "O que gosto desse personagem é que ele é um cara bom. Nunca tinha feito um cara bom. Sempre fiz personagens ácidos, sacanas. Se fosse o público que vai ver o filme, diria: 'Olha, o Luis Fernando está diferente'. E isso acontece porque a própria forma de fazer o filme, o texto, a direção, a relação com o elenco foi diferente", diz o ator.

    A estratégia bem arquitetada de produção de Se Puder... Dirija! estende-se também a seu lançamento. O filme faz grande estreia em mais de 400 salas sob forte campanha publicitária – o longa tem distribuição da Disney. Para o diretor, o possível êxito do lançamento deve abrir caminho para a produção em 3D no país:

    "O cinema brasileiro vai agora, pela primeira vez, ocupar as salas 3D. Torço muito para o sucesso da empreitada, não só porque o filme é nosso, mas porque, se a gente der certo, amanhã vão ter 10 filmes nacionais em 3D sendo lançados", prevê Fontenelle.