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    Se você gosta de American Gods, precisa ver Cidade Invisível, da Netflix

    Analisamos a produção nacional em destaque no streaming
    Por Daniel Reininger
    10/02/2021 - Atualizado há 21 dias

    O novo sucesso da Netflix é a série brasileira Cidade Invisível, baseada na história dos roteiristas Raphael Draccon e Carolina Munhóz, conhecidos por seus best-sellers fantásticos. Nela, um policial vive entre a realidade e um mundo invisível habitado por seres míticos, após a morte de sua esposa. E quem gosta de American Gods, por exemplo, tem tudo para curtir esse programa.

    Se ao ouvir a palavra folclore você já pensa em Sítio do Pica-pau Amarelo, pode repensar seus conceitos. A narrativa investe no suspense e traz as lendas mitológicas e as mistura com a realidade atual da sociedade brasileira.

    A série

    Estrelada por Marco Pigossi (A Força do Querer) e Alessandra Negrini (2 Coelhos), o programa foi idealizado pelo diretor indicado ao Oscar, Carlos Saldanha (Rio). 

    Após a morte da esposa em um incêndio, Eric, um policial florestal, se depara com um misterioso boto-cor-de-rosa morto em uma praia carioca. Aos poucos, o investigador se envolve em uma investigação de assassinato e descobre um mundo habitado por entidades míticas.

    Com sete episódios, Cidade Invisível aborda temas como preservação ambiental, resgate da cultura popular brasileira, enquanto aprofunda seus personagens em volta de um intrigante suspense. 

    A série é dirigida por Luis Carone, conhecido por publicidades, e Julia Jordão (de Onisciente).

    Opinião

    A série garante uma viagem fantástica através dos mitos, com uma pegada de Deuses Americanos, de certa forma. Principalmente quando alguns momentos se tornam surreais ou mostram os interesses dos seres místicos no mundo humano.

    A trama garante um mistério interessante, capaz de confundir até as criaturas mais poderosas da narrativa. O lado fantástico fica claro desde o primeiro minuto e isso ajuda muito a história a desenrolar.

    Leve e interessante, a série traz boas atuações do elenco inspirado. Destaque para Maro Pigossi, para a sempre fantástica Alessandra Negrini e do intérprete do Saci, Wesley Guimarães.

    Visualmente belo, com fotografia caprichada, lindos cenários e efeitos especiais bem feitos, a série mostra toda a capacidade do audiovisual brasileiro, com qualidade em todas as suas etapas, do roteiro bem amarrado ao produto final. O que, mesmo assim, não garante uma série perfeita.

    O conflito principal aqui não é nada sutil: uma batalha entre a modernidade e a preservação da tradição, algo representado pelos deuses e criaturas antigas. Essa disputa deixa as coisas um pouco óbvias.

     Além disso, a história foca demais na investigação de Eric e a parte fantástica parece ser apenas um extra para confundí-lo, quando poderia ter muito mais importância. Claro que ninguém quer que a série entregue tudo logo de cara, mas seria interessante se os capítulos mostrassem um pouco mais deste mundo e ficasse mais claro como todo esse universo funciona. 

    Dito isso, Cidade Invisível é uma série bem feita e criativa, com muita história para contar e potencial para ser uma das melhores produções da Netflix, principalmente se acertar alguns detalhes para a segunda temporada.

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    Cidade Invisível, trailer oficial