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    Secretário do Audiovisual diz que dinheiro não é o problema do cinema brasileiro

    Mário Borgneth revela que objetivo da Secretaria do Audiovisual é descentralizar recursos e investir na regionalização
    Por Roberto Guerra, enviado especial a Tiradentes
    29/01/2014
    Mario Borgneth

    O Secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura Mário Borgneth quer combater a centralização de recursos no cinema brasileiro. Segundo afirmou na tarde desta terça-feira (28), em seminário realizado durante a 17ª Mostra Tiradentes de Cinema, o volume de dinheiro é grande, mas a cadeia produtiva não está preparada para recebê-lo.

    "Vivemos um período absolutamente positivo. Arrisco dizer, sem a menor perspectiva de ser cara de pau, que hoje no Brasil o problema do audiovisual não é mais o dinheiro. O problema é burocratização do acesso aos recursos e a centralização que está surgindo com o aumento da demanda", avalia.

    Para o secretário o aumento da produção e a maior quantidade de recursos à disposição têm revelado um conjunto de fragilidades do sistema. "Precisamos apresentar medidas de ajuste muito claras para evitar isso. Este é nosso desafio em 2014: capacitar projetos e seres humanos para que a cadeia produtiva do audiovisual possa se desenvolver em sua plenitude".

    A lei de criação do Fundo Setorial do Audiovisual prevê que 30% dos recursos devam ser direcionados a projetos regionais, o que significa investimento em produções da região Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Segundo Borgneth, essa meta não vem sendo cumprida porque não há projetos qualificados nos polos regionais brasileiros pra consumir esses recursos.

    "Este ano não vamos nos concentrar na questão da formação de mão-de-obra, na questão da formação técnica. Vamos nos concentrar na capacitação de projetos. Nosso propósito é maior é a ativação das cadeias produtivas regionais, universalizando o acesso qualificado a estas múltiplas ferramentas de fomento que já estão disponíveis".

    Segundo estimativas apresentadas pelo secretário, somados os investimentos da Secretaria do Audiovisual e do Fundo Setorial serão cerca R$ 70 milhões destinados especificamente a projetos voltados à ativação de cadeias produtivas regionais.

    Borgneth assumiu o cargo em novembro do ano passado substituindo Leopoldo Nunes, exonerado em outubro. Ele já foi assessor especial do MinC (2004 a 2008), gerente do núcleo de documentários da TV Cultura, coordenador do Fórum de TVs Públicas, além de diretor de Relacionamento e Rede da TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação.