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    Como 'And Just Like That...' pode corrigir os erros de 'Sex and the City'

    No streaming, a comédia tem a oportunidade de apagar os erros do passado e escrever história mais inclusiva
    Por Flávio Pinto
    10/12/2021 - Atualizado há 7 meses

    Até os fãs fervorosos vão concordar: Sex and the City é uma série que envelheceu muito mal. 

    Exibida de 1998 a 2004 pela HBO, a comédia que acompanhava 4 amigas em Nova Iorque lidando com a vida profissional e amorosa ganhou muitos fãs ao longo dos anos — além de diversos prêmios, dois filmes lucrativos e fez história na televisão. 

    O problema — para a série — é que muita coisa mudou de lá para cá, tanto na indústria como na sociedade, datando boa parte do texto da produção estrelada por Sarah Jessica Parker. Aliás, além de datadas, algumas tramas, inclusive, chegam a sujar a reputação da série hoje em dia. 

    Embora And Just Like That..., novo capítulo de Sex and the City, que estreou hoje (9) na HBO Max, não tenha sido produzida com a intenção de limpar o nome da comédia, a versão repaginada para o streaming tem a oportunidade de consertar alguns erros cometidos pela produção em tempos de outrora. 

    A falta de diversidade grita em 'Sex and the City'

    Apontado como o principal problema da produção da HBO, Sex and the City conquistou os espectadores e a crítica, embora retrate apenas um público muito específico: mulheres brancas e ricas na faixa dos 30 a 40 anos. 

    A falta de diversidade simplesmente é gritante ao assistir a qualquer episódio da série. Não há nenhum personagem negro, ou asiático ou latino que tenha permanecido por muito tempo, seja como um membro recorrente ou até mesmo como pretendente amoroso das protagonistas. 

    Existe até mesmo uma trama horrível que envolve Samantha (Kim Catrall) namorando um homem negro é deliberadamente racista. Na terceira temporada, Samantha namorou brevemente Chivon, um produtor de música negra. Ele também tinha uma irmã — basicamente um estereótipo exagerado da "mulher negra furiosa", que agrediu a personagem de Catrall fisicamente quando foi confrontada.

    Existem tramas também que beiram à transfobia, antissemitismo, apropriação cultural, romantização de relacionamentos abusivos, entre outros. Até mesmo os filmes da produção — especialmente o segundo — são culturalmente insensíveis. Há toda uma trama em Sex and the City 2 em que as quatro amigas aprontaram coisas horríveis em Abu Dhabi, ao ponto  do próprio filme ser apontado como xenofóbico. 

    O trio de 'Sex and the City' que permaneceu em 'And Just Like That'Divulgação (HBO)

    'And Just Like That...' prova que roteiristas prestaram atenção nas críticas

    Os dois primeiros episódios de And Just Like That..., disponíveis no streaming da HBO, mostram uma tentativa da produção de tentar aprender com seus erros. Há pelo menos a intenção de introduzir personagens de diferentes etnias à vida da tríade (que perdeu Samantha, já que Kim Catrall não embarcou na possibilidade de reviver a femme fatale)

    No universo branco e branco das socialites, agora existem Nya (Karen Pittman) e Che (Sara Ramirez) , uma professora negra e uma podcaster não-binária e latina, respectivamente. Mas resta saber se elas, além de Lisa Todd (Nicole Ari Parker), uma amiga negra de Charlotte (Kristin Davis) que também ganhou destaque nos primeiros episódios, serão desenvolvidas o suficiente. 

    Trailer de 'And Just Like That...'

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