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    Descubra a história real por trás de crime chocante na Netflix

    Série Sophie: Assassinato em West Cork busca analisar um dos casos mais emblemáticos dos anos 90
    Por da Redação
    03/08/2021 - Atualizado há cerca de 2 meses

    A obsessão do público por podcasts sobre crimes solucionados (ou não) foi dando margem para que produtores também pudessem adaptar essas velhas histórias e as transformassem em eletrizantes novos documentários para a televisão. Existem uma série de exemplos, e Sophie: Assassinato em West Cork, nova produção da Netflix, é mais um deles. 

    A diferença é que produção inédita consegue acesso à família da vítima e ao homem que se tornou o principal suspeito na investigação policial. Em três episódios com quase uma hora de duração, a série busca a oportunidade única de oferecer justiça à Sophie Toscan du Plantier, produtora que foi assassinada em um crime que chocou a França.

    A série está disponível na Netflix, então descubra mais sobre o caso polêmico que originou a série produzida por Jonathan Chinn, Simon Chinn e Suzanne Lavery

    A série

    Além da produção de Jonathan Chinn, Simon Chinn e Suzanne Lavery, a Sophie: Assassinato em West Cork é dirigida por John Dower, nome por trás de telefilmes documentais famosos no Reino Unido como Meu Filme de Cientologia e The Last 48 Hours of Kurt Cobain.

    Disponível na plataforma de streaming desde o dia 30 de junho, a série é dividida em três episódios de 45 minutos a uma hora cada, e conta com depoimentos de familiares e amigos de Sophie, além de Ian Bailey, principal suspeito do crime. 

    Com boa recepção da crítica, é possível que a produção venha a ser nomeada no próximo circuito de premiações, como o Emmy, na temporada do ano que vem. 

    Fatos

    • Sophie Toscan Du Plantier foi assassinada a pedradas na véspera de Natal, de 1996; 
    • O corpo da vítima foi encontrado por um vizinho; 
    • O principal suspeito do crime foi o jornalista Ian Bailey, responsável pela cobertura criminal do fato pela imprensa local;
    • Ian Bailey foi preso duas vezes, mas foi solto pela falta de provas consistentes; 
    • A corte francesa o condenou à revelia;
    • No entanto, a Supremo Tribunal da Irlanda permitiu sua liberdade.

    Entenda o caso

    O assassinado de Sophie Toscan Du Plantier é um crime que gera muitas dúvidas e incertezas até hoje. Ela era uma respeitada produtora de TV e documentários e sem o menor envolvimento com atividades criminais. Também não possuía inimigos ou morava em algum lugar perigoso, por exemplo. É bem difícil entender o que explica o episódio que acabou resultando na sua morte.

    O ocorrido brutal em questão chocou não somente a França, como também os 1.270 habitantes da mínima Toormore, cidade no condado de West Cork, na Irlanda, local na qual a produtora possuía uma casa de veraneio — e onde o crime ocorreu. Nas vésperas do Natal, de 1996, Sophie foi acordada no meio da noite, no qual acabou sendo atingida com pedras na cabeça até sua morte.

    Na manhã seguinte, ela foi encontrada por um vizinho, ainda vestida e quase irreconhecível, com muitas marcas de sangue e com uma série de fraturas na face e no crânio. 

    Ela era discreta e muito queridas pelos locais, que ficaram surpresos com o ocorrido. Não só eles, como a própria polícia que, até o momento, nunca havia registrado um crime como aquele na região. 

    Inclusive, foi por conta dessa inexperiência criminal que a polícia não conseguiu identificar no local evidências que sugerissem o autor do crime, ou que levantassem algum suspeito. No entanto, aos poucos, algumas provas começaram a apontar que o autor do crime seria um jornalista, Ian Bailey. Ironicamente, era ele quem liderava a cobertura do assassinato da produtora na imprensa.

    O jornalista chegou a ser preso em duas ocasiões isoladas por conta da suspeita, mas acabou sendo inocentado por faltas de provas substanciais que o apontassem como o principal culpado do caso. Em 2019, mais de duas décadas dois o crime, Bailey foi considerado culpado do assassinato pela Cour d’Assises de Paris na França, tribunal que julga os crimes mais graves do sistema judicial do país, apesar de não ter comparecido ao julgamento, condenado à revelia.

    Mesmo com o veredito, o jornalista conseguiu manter sua liberdade e vive tranquilamente na Irlanda. Enquanto isso, a Justiça francesa até hoje não conseguiu sua extradição. Já o Supremo Tribunal da Irlanda, em 2020, decidiu que ele não poderia ser extraditado, pela falta de provas substanciais. Os familiares de Sophie ainda buscam por justiça. 

    Com o documentário, é possível que haja a esperança que o caso consiga encontrar novas pistas que levem a um novo suspeito, ou provas que consigam revelar de uma vez por todas o que aconteceu. Talvez, só assim, a família de Sophia consiga encontrar as respostas que tanto deseja. 

    Confira um trailer de Sophie: Assassinato em West Cork:

    Confira o trailer de Sophie: Assassinato em West Cork

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