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    Star Wars: Atriz fala pela primeira vez sobre ofensas racistas

    "Eu não serei marginalizada por assédio online", diz Kelly Marie Tran
    Por Thamires Viana
    21/08/2018

    A atriz Kelly Marie Tran, que viveu Rose Tico em Star Wars: Os Últimos Jedi, falou pela primeira vez sobre as injúrias raciais e assédios sofridos por ela em junho deste ano. Ela chegou a deletar sua conta no instagram após receber comentários maldosos.

    + Star Wars - Os Últimos Jedi: Atriz deleta fotos do Instagram após sofrer assédios

    Em carta publicada pelo The New York Times, a atriz fala sobre outros tipos de ofensas que sofreu ao longo da vida, além de revelar que as palavras usadas contra ela a machucaram a ponto de fazê-la acreditar nelas.

    Confira trechos do depoimento: 

    "Suas palavras pareciam confirmar o que crescer como uma mulher e uma pessoa de cor já me ensinaram: que eu pertencia a margens e espaços, válida apenas como um personagem menor em suas vidas e histórias.

    E essas palavras despertaram algo profundo dentro de mim - uma sensação que eu pensava ter deixado para trás. O mesmo sentimento que tive quando, aos 9 anos, eu parei de falar vietnamita completamente porque estava cansada de ouvir outras crianças zombarem de mim. Ou, aos 17 anos, quando, num jantar com meu namorado branco e sua família, pedi uma refeição em inglês perfeito, para surpresa da garçonete que exclamou: "Uau, é tão fofo que vocês tenham uma intercambista!"

    Suas palavras reforçaram uma narrativa que eu ouvira toda a minha vida: que eu era "outra", que não pertencia, que não era boa o suficiente, simplesmente porque não era como eles. E esse sentimento, percebo agora, era, e é, vergonha, uma vergonha para as coisas que me fizeram diferente, uma vergonha para a cultura da qual eu vim. E, para mim, a coisa mais decepcionante foi que eu sequer senti.

    (...)

    Eu tinha sofrido lavagem cerebral para acreditar que minha existência estava limitada aos limites da aprovação de outra pessoa. Fui enganada a pensar que meu corpo não era meu, que eu era bonita apenas se alguém acreditasse nisso, independentemente da minha opinião. Isso tinha sido contado e recontado a mim por todos: pela mídia, por Hollywood, por empresas que lucravam com minhas inseguranças, manipulando-me para que eu comprasse suas roupas, suas maquiagens, seus sapatos, a fim de preencher um vazio que se perpetuava por eles em primeiro lugar".

    O artigo intitulado "Eu não serei marginalizada por assédio online" pode ser lido na íntegra no site oficial do The New York Times.