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    Star Wars: Os Últimos Jedi é o melhor filme da trilogia; entenda

    Episódio 8 tentou inovar, mas o 9 apaga elementos do anterior
    Por Daniel Reininger
    19/12/2019

    Revi os filmes, inclusive Star Wars: A Ascensão Skywalker, e agora que a trilogia está completa fica claro como Os Últimos Jedi era o que a franquia precisava de fato. O caminho que deveria ter sido seguido, mas faltou coragem. É o melhor filme da trilogia nova, porque é o único realmente interessado em ser uma história coesa, independente e não uma releitura dos clássicos.

    Sim, O Despertar Da Força foi o que precisava ser em 2015. Divertido, leve, com clima de Star Wars e seguro. O longa funciona como um reboot, é capaz de respeitar o legado e ainda assim criar uma história nova capaz de conquistar novos públicos. É ótimo. Adorei! Revi e continua maravilhoso.

    A Ascensão Skywalker é o filme que só a Disney precisava nesse momento: sem riscos, ainda divertido, mas sem alma. É sim capaz de encerrar bem a saga, mas é o sinal claro de que essa trilogia foi feita às pressas, sem planejamento. Esse final não tem o mesmo coração dos outros oito longas e foi claramente prejudicado pelas reações negativas a Os Últimos Jedi e pela sombra do fracasso de Han Solo - Uma História Star Wars.

    Os Últimos Jedi é o único filme capaz de respeitar a saga e ainda expandi-la de fato no cinema. O longa arrisca, testa limites e tenta ser algo único independente do legado. O longa faz isso de forma coesa, apesar das falhas de ritmo, um arco inteiro dispensável (o de Finn e Rose) e momentos de humor desnecessários. Ele abalou as estruturas, inovou e ainda divertiu. Só que fez a base de fãs que sustentou Star Wars por décadas entrar em fúria.

    O diretor Rian Johnson (Looper - Assassinos Do Futuro) acertou ao tentar surpreender o público brincando com expectativas e, muitas vezes, confundindo ao tomar caminhos inesperados para criar novas dinâmicas e motivações para os personagens. Isso faz bem para a franquia e para o universo. Os arcos de Kylo Ren, Poe e Rey funcionam. E o longa ainda possui algumas das melhores cenas da nova trilogia e isso é inegável.

    Fato é: o cineasta J.J. Abrams (Star Trek) passou tanto tempo tentando desfazer elementos de Os Últimos Jedi em Ascensão Skywalker que criou um filme que é na verdade um corretivo. Quando o longa tenta realmente finalizar a saga, cai nos mesmos temas do passado e comete os erros vistos também em Despertar da Força: abusa de obviedades e de tramas similares aos longas originais. É seguro e funciona, só que, em 2015, isso foi perdoável por ser um reboot, mas fazer a mesma coisa no último longa da saga não é mais aceitável e isso gera frustração.

    Não há dúvidas de que Ascensão Skywalker emociona, traz revelações incríveis, momentos épicos e alguns até memoráveis, mas seu balanço final sempre será negativo, exatamente porque existe um longa incrível antes dele que incomodou ao tentar algo novo e deveria ter dado um direcionamento totalmente diferente a esse encerramento. Ver J.J. Abrams se esforçar tanto só para apagar da existência diversos elementos de Os últimos Jedi só reforça o quão falho o novo filme é e quão bom era o seu antecessor.

    Os Últimos Jedi está longe de ser perfeito, mas abriu as portas para um final realmente espetacular, que, por orgulho e medo, J.J. Abrams preferiu ignorar e seguir com o óbvio. Uma pena. Fico pensando como seria esse longa nas mãos de Colin Trevorrow, que deveria ter dirigido antes do medo do fracasso assombrar a franquia. Infelizmente, nunca saberemos, mas provavelmente seria bem mais interessante.

    Star Wars: A Ascensão SkywalkerStar Wars: O Despertar Da Força e Star Wars: Os Últimos Jedi estão no Disney+. Veja o trailer do longa