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    Supermax: Mistura de reality show e paranormalidade pode não decolar

    Série chega com nova proposta na Globo
    Por Rebeca Tosta
    19/09/2016

    Quem não ama um bom reality show? Podem dizer o que for, mas caso não amássemos, Big Brother Brasil não estaria há tanto tempo na televisão. E talvez por isso que a Globo tenha apostado no formato novamente. No entanto, agora os personagens são fictícios, estão presos em uma prisão de segurança máxima no meio da Floresta Amazônica e enfrentam perigos que vão além do que a nossa consciência pode imaginar. Supermax, série que substituirá Justiça, terá seu primeiro episódio divulgado nesta terça-feira (20) e promete mostrar a fundo do que o ser humano é capaz.

    Logo de cara é difícil não se incomodar com o formato. Por se tratar de algo muito similar a qualquer outro reality show, a falta de naturalidade das situações (pelo simples fato de que são encenadas) chega a incomodar. Aliás, um personagem da série em si colabora para isso. A presença de Pedro Bial como o apresentador do programa nos faz pensarmos que estamos realmente assistindo a mais um programa com integrantes comuns e não interpretados por atores, mas a sua interpretação não convence e acaba nos deixando com uma sensação e estranheza quanto ao formato. No entanto, basta deixar esse detalhe do modelo de reality show lado e se aprofundar na trama dos personagens para voltar a se interessar.

    Ao todo, o presídio de segurança máxima abriga 12 concorrentes de diferentes classes sociais e profissões. Eles, no entanto, estão unidos por algo em comum: já praticaram algum crime. As pistas sobre o que realmente fizeram são poucas e o programa sugere que eles terão a oportunidade de conquistar o perdão do público. Mas essa também será a chance de mostrar o que eles têm em sua essência e o clima de tensão pela disputa por R$ 2 milhões faz com que logo de cara eles criem alianças.

    Assim como em Justiça, as histórias parecem se entrelaçar o que faz com que nossa curiosidade seja ainda mais aguçada. Afinal, os participantes já sabem alguns dos segredos escondidos de seus oponentes e farão de tudo para que eles venham à tona na tentativa de conseguir ganhar o programa. Ainda assim, é difícil se convencer por completo. Diferente do que estamos acostumados, as brigas estão muito mais próximas do formato novelesco do que de um reality em si nos trazendo novamente a sensação de estranheza.

    Mas, se já não bastasse a trama citada, os personagens ainda estarão rodeados de eventos sobrenaturais. Trazendo algumas cenas muito próximas às séries como Supernatural (pelo menos nos três episódios que assistimos), por exemplo. De cara, elas não são muito bem explicadas e nos fazem questionar se os atores mais acostumados com a dramaturgia da Globo estarão aptos para enfrenta-las. Contudo, vale assistir mais para saber como a trama irá se desenvolver com relação aos elementos de suspense e terror na produção.

    Como se trata de uma produção pensada para duas plataformas tão distintas (TV e internet), é possível perceber que a produção optou por misturar elementos delas duas, o que pode ser um acerto ou simplesmente levar Supermax a um choque de falta de reconhecimento por qualquer público. Ainda assim, a fotografia ganha pontos. As cenas ganharam tons mais neutros e frios para nos remeter à estética de um presídio e para a melhor assimilação do lado de suspense da série. E, quanto o desenrolar da trama, ele consegue cativar ao ponto de você querer assistir o próximo episódio para saber o que acontece em seguida, sempre terminando em um momento de tensão. Na Globo Play, os assinantes já tem disponíveis os 11 episódios. Já para quem vai pela televisão, a série começa nesta terça-feira (20), às 23h30.

    Veja o trailer da série: