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    TopCine: Os 10 melhores filmes dirigidos por Woody Allen

    Por Paulo Gadioli
    26/11/2010

    Colocar 10 trabalhos de um diretor em uma lista é complicado, ainda mais quando o diretor em questão realiza, praticamente, um trabalho por ano, há pelo menos três décadas, somando mais de 40 filmes no seu currículo. Este é o caso do senhor Allan Stewart Königsberg, mais conhecido como Woody Allen. Para aproveitar a estreia de Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, o Cineclick separou uma lista com os dez melhores momentos do cineasta nas telonas. Confira:


    10º) Um Assaltante Bem Trapalhão - No primeiro trabalho de Woody podemos ver o comediante Allan Konigsberg passando suas idéias malucas para um formato cinematográfico, para apenas depois ser conhecido como Woody Allen. Conectadas através de um narrador, as piadas vão sendo despejadas em sequência, sem tempo para o espectador respirar. Mereceu o décimo lugar por representar o diretor em seu estado mais honesto e inocente no cinema.
     


    9º) Todos Dizem Eu Te Amo - Mais um filme que entrou para generalizar um período. A década de 90 foi complicada para Allen. Grande parte de seus filmes não fez tanto sucesso, mas neste, o diretor realizou um velho desejo de produzir um musical. Contando com um elenco de grandes nomes como Edward Norton, Drew Barrymore - e até mesmo Allen soltando a voz -, o filme apresenta uma versão, até certo ponto verdadeira, daquilo que está sendo representado. As vozes não foram alteradas, sendo mantidas mesmo com leves desafinadas e a cena onde Allen dança com Goldie Hawn acabou se tornando referência para outros filmes.



    8º) Ponto Final - Match Point - Após uma sequência de filmes não muito bem sucedidos nos anos 90 e no início do século 21, Match Point foi o grande responsável por reafirmar a posição de Woody como um cineasta ainda capaz de fazer grandes filmes. Traçando um paralelo com a obra Crime e Castigo, de Fiódor Dostoievski, o filme conta com a primeira participação da nova musa do diretor, a atriz norte-americana Scarlett Johansson, e recebeu grande apelo do público.



    7º) O Dorminhoco - Dentre as comédias de Allen, esta é uma das principais e chegou a inclusive figurar na lista da revista Time como uma das 30 melhores comédias de todos os tempos. Vivendo um clarinetista de jazz que é descongelado 200 anos após sua suposta morte, Allen protagoniza as mais bizarras situações, também sempre contando com alguma paródia de livros de ficção científica como 1984, de George Orwell . A cena dos membros do exército tentando explodir o personagem de Allen ficou para a história.



    6º) Hannah e Suas Irmãs - Michael Caine, Mia Farrow, Carrie Fisher, Max Von Sydow. Um grande elenco atuando com grande naturalidade e precisão. Allen faz aqui algumas de suas melhores analogias, como o momento em que dialoga com a obra de Platão e Nietzsche, sempre se utilizando do sarcasmo que já lhe é comum. O poema de E.E. Cummings também se faz presente em boa parte do longa, aumentado todo o mistério já presente na trama.



    5º) A Rosa Púrpura do Cairo - Um triste retrato de um triste período. É tempo de depressão, tanto econômica quanto espiritual, os Estados Unidos estão quebrados e Cecília, interpretada por Mia Farrow, vê a saída de seus problemas na sala de cinema. Através dela, podemos imergir no mundo do cinema como forma de escapar dos problemas, de fugir da dura realidade. Mantendo a decisão sobre o final do filme, Allen reafirmou todo seu controle criativo sobre a obra e provou não estar fazendo filmes para fazer alguém, além dele mesmo, se sentir melhor.



    4º) Manhattan - Com uma das mais belas fotografias da filmografia do diretor, Manhattan é, provavelmente, a maior prova de amor que Allen já fez para sua cidade natal. O preto e branco realça os traçados e contornos tanto da cidade quanto dos personagens. Destaque especial para uma das cenas finais, onde Allen enumera seus motivos pelos quais vale a pena viver. Você já fez esta lista alguma vez?



    3º) A Última Noite de Bóris Grushenko - Primeiro grande filme de Allen filmado na Europa, esta obra, como muitas outras, possui inúmeras referências a livros, autores e pensadores mundiais. Neste longa em especial, Woody dá um destaque maior à literatura russa, além de homenagear filmes como Persona, de Ingmar Bergman, através de piadas muito bem posicionadas. O debate dostoievskiano presente na prisão próximo ao final do filme é rápido, preciso e diz muito sobre o humor do diretor.



    2º) Tudo Pode Dar Certo - Pode parecer polêmica a decisão de colocar um filme tão recente como segundo colocado, com esta extensa lista. Mas, me explico: nesta obra, Woody atingiu um nível de amadurecimento que nem mesmo ele pôde suportar. O diretor sempre brincou com o pessimismo, colocando uma dose de humor em tudo mas, o personagem vivido por Larry David no longa é tão ranzinza e desacreditado que, caso fosse Woody o ator a interpretá-lo, as pessoas provavelmente não levariam esta acidez e desencanto tão a sério. Então, como forma de escapar desse tipo de leitura, Woody nos presenteou com um de seus melhores personagens, o misantrópico niilista Boris Yelnikoff.



    1º) Noivo Neurótico, Noiva Nervosa - O clássico absoluto de Allen. Reconhecido com o Oscar de Melhor Filme no ano de 1978, o longa ainda rendeu uma estatueta para Diane Keaton como melhor atriz. São tantas cenas icônicas que é até complicado destacar alguma. Marshall Mcluhan surpreendendo o intelectual na fila do cinema? A cena da lagosta? O início magistral? O final simples, porém apoteótico? Um filme de, basicamente, pessoas conversando mas com um conteúdo que faz toda a diferença acabou por encantar gerações e definir o que é verdadeiramente uma “comédia romântica”.

    *Com colaboração de Amanda Carvalho