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    Tropa de Elite recebe poucos aplausos em Berlim

    Por Da Redação
    12/02/2008

    A platéia reagiu com aplausos moderados à sessão oficial competitiva de Tropa de Elite no Festival de Berlim. Mesmo assim, José Padilha não deixou de agradecer apesar de usar um tom sombrio: "Muito obrigado. Estamos todos muito honrados de estar aqui no Festival de Berlim. Estamos honrados, mas obviamente não podemos estar felizes, por causa desta situação no Brasil."

    Em seguida, ele chamou ao palco os integrantes da equipe que vieram a Berlim, os atores Wagner Moura, que foi intensamente aplaudido, e Maria Ribeiro, o fotógrafo Lula Carvalho, o assistente de direção Rafael Salgado, o produtor Marcos Prado, o distribuidor internacional Harvey Weinstein e o co-produtor argentino Eduardo Costantini.

    "Não tenho muita experiência em sessões de festival, mas achei que foi boa", comentou Wagner na saída.

    Durante a sessão, o público teve um único momento de descontração. A risada foi grande na cena em que, durante o curso de treinamento dos novos oficiais do Bope, o Capitão Nascimento pronuncia a palavra "estratégia" em diversas línguas. Quando ele fala em alemão, o público gargalhou.

    Na entrevista coletiva após a projeção da manhã, Padilha criticou a polícia, os traficantes e a crítica cinematográfica. Disse que fez esse filme para mostrar que é insustentável a situação de um país em que a polícia acredita que violência se combate com mais violência. Ele respondeu perguntas sobre a pirataria, a reação do público brasileiro ao filme e disse que é a favor da legalização das drogas.

    Por fim, ao abordar o debate provocado por Tropa de Elite no Brasil, ele disse que temos o hábito de interpretar de modo distinto a cinematografia americana e nossa própria. "Quando Scorsese, que é um dos meus ídolos como diretor, faz um filme como Bons Companheiros ninguém diz que ele é pró-máfia. Eu fui acusado de ser radical de direita porque fiz Tropa de Elite, um filme com o ponto de vista de um policial, e fui acusado de ser radical de esquerda quando fiz Ônibus 174, com a perspectiva do seqüestrador.