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    É a vez dos coroas: Legado de Júpiter traz super-heróis idosos e confronta tabus

    Nova série da Netflix estreia dia 7 de maio; saiba tudo sobre a obra que aborda tema muitas vezes ignorado pelos filmes do gênero
    Por Da Redação
    13/04/2021 - Atualizado há 3 meses

    Em abril, Mark Millar divulgou os novos pôsteres de O Legado de Júpiter nas redes sociais do seu selo de HQs, a Millarworld. A nova série da Netflix, que estreará no dia 7 de maio, parece ser uma resposta à polêmica The Boys, de sua concorrente direta, a Amazon Prime Video.

    Depois de quase um século protegendo a humanidade contra todo o tipo de ameaças, os super-heróis precisam passar o bastão adiante e dar lugar aos seus filhos, mas essa tarefa não será tão simples, visto que há um abismo de diferenças entre as gerações. Outro ponto que chama bastante a atenção é a idade dos personagens. A Netflix decidiu mostrar heróis centenários, algo que nitidamente vem sendo ignorado pelo Cinema há bastante tempo.

    O Legado de Júpiter | Trailer oficial

    O enredo de O Legado de Júpiter

    O Legado de Júpiter foi publicado originalmente como uma HQ, em 2013, pelo selo Millarworld, de Mark Millar, a mente genial por trás de grandes produções como Kick-Ass e Kingsman. A trama mostra o momento de transição em os maiores super-heróis da história dão lugar aos seus filhos, que terão que suprir as expectativas de viver à altura de seus pais, mesmo que o mundo já não seja mais tão simples.

    Depois de permanecerem mantendo a humanidade segura por 90 anos, os super-heróis devem confiar que seus filhos serão capazes de assumir as responsabilidades que os cargos exigem. O problema é que os novos heróis vivem em tempos em que mostrar valor é mais importante do que, de fato, ter. O conflito moral típico dos tempos das redes sociais.

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    O formato

    A primeira temporada de O Legado de Júpiter se desenrolará no decorrer de oito episódios. O super elenco da produção é formado por Elena Kampouris, Ben Daniels, Leslie Bibb, Matt Lanter, Mike Wade, Andrew Horton e Josh Duhamel.

    Ainda é cedo para abordar mais detalhes, mas pelo que pudemos ver no trailer, essa deve ser uma aposta da Netflix para bater de frente com as superproduções de sua concorrente Amazon, tanto em termos de complexidade do roteiro quanto de efeitos sonoros e visuais. A plataforma de streaming parece não ter economizado para que o seu seriado ficasse no mesmo nível dos produtos que têm sido lançados neste mercado sempre em ascensão.

    Pôster divulgação O Legado de JúpiterReprodução

    O Legado de Júpiter não é sobre envelhecer, mas amadurecer

    Dono de uma integridade inabalável, portador de habilidades sobrenaturais e incapaz de sofrer danos físicos ou psicológicos, parece que o super-herói é tudo o que nós, meros humanos, não somos. Pelo menos é assim que Hollywood vem retratando essa figura incansavelmente desde que Superman, O Filme foi lançado, em 1978. Nem mesmo o implacável efeito do tempo, que iguala todas as pessoas independentemente da hierarquia social, parece estabelecer suas marcas nessas criaturas que se recusam a envelhecer.

    Que Hollywood não lida muito bem com a idade todos nós já sabemos, mas apelar para uma temática tão popular entre públicos de diferentes idades como forma de deixar essa fobia tão escrachada já não é mais uma estratégia tão bem vista como antigamente. 

    Os tempos em que vivemos são diferentes, ideias que antes eram tidas como verdades absolutas agora são desconstruídas por adolescentes com um smartphone e acesso à internet. Estava mais do que na hora de alguém ter coragem de levantar um tema ignorado pelo cinema há tantas gerações.

    Um filme que já quebrou paradigmas no sentido de mostrar personagens mais velhos foi Logan (2017), o qual fechou a saga de Wolwerine. Muitos de nós acompanhamos o herói por todos os seus momentos e o vimos, na última obra, mais maduro, provando que a tendência de mostrar os super-heróis após os anos de glória veio para ficar.

    Em Vingadores: Ultimato (2019), também descobrimos que o Capitão América envelhece. Isso se deu por conta da ramificação de linha do tempo que o herói entrou, quando foi salvar as Joias do Infinito. Apesar de pouco tempo na tela, já foi mais um passo para nos acostumarmos com a ideia de que super-heróis podem envelhecer. 

    O Legado de Júpiter integra uma nova geração de produções sobre super-heróis que foge dos padrões Marvel ou DC, assim como a controversa The Boys, da Amazon. O projeto de Mark Millar e Frank Quitely desconstrói o símbolo da figura perfeita e incorruptível e traz os heróis ao patamar dos humanos, isto é, cheios de falhas, incertezas, vulnerabilidades e que, pasme, envelhecem. A ideia de mostrar super-heróis em idade avançada já nos cartazes de divulgação da série é uma forma de deixar claro que O Legado de Júpiter veio com tudo para mostrar o lado “imperfeito” desses seres sempre vistos como intocáveis.

    Em meio a conflitos pessoais e uma realidade marcada pela forte exposição das redes sociais, os heróis de O Legado de Júpiter são muito mais parecidos com os simples humanos que eles dedicam suas vidas a proteger. A série deve mostrar que os cabelos brancos, as rugas e o pesar no olhar que somente quem sabe o quão cruéis a vida e o tempo podem ser falam muito mais sobre amadurecer do que sobre envelhecer.

    O Legado de Júpiter estreia no dia 7 de maio de 2021, na Netflix. Você pode conferir o trailer oficial da série clicando aqui.

    Quais as suas expectativas para a nova série de super-heróis da Netflix que abordará personagens na terceira idade? Já conhece a história da HQ? Conte um pouquinho sobre a sua opinião deixando um comentário em nossas redes sociais!

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