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    Wilker e Nachtergaele discutem a atuação no cinema, teatro e TV

    Por Amanda Carvalho
    24/07/2010

    José Wilker e Matheus Nachtergaele têm experiência o bastante para pôr em pauta o assunto atuação. E este foi um dos destaques na conversa que o Cineclick teve com a dupla que interpreta Zeca Diabo e Dirceu Borboleta, respectivamente, no longa-metragem O Bem Amado, de Guel Arraes.

    A conversa teve início após uma brincadeira dos atores, apresentando-se como Gal e Maria Bethânia aos risos. Wilker, então, conta como foi adaptar para os cinemas o texto teatral de Dias Gomes. Assim como os demais integrantes do elenco, os atores preferiram partir do início, sem buscar inspirações na novela e nas peças de teatro que já foram produzidas. Matheus concorda com o colega: “Nós tentamos reencontrar os personagens, não reprisá-los.”

    Wilker assume que confiou no roteiro apresentado por Guel e encarou o projeto como algo novo e, além do texto escrito por Guel Arraes e Claudio Paiva, todo o trabalho de figurino, cenário e elenco facilitaram para que eles se desprendessem da versão de Dias Gomes de O Bem Amado. “Eu encontrei o Lima [Duarte, intérprete de Zeca Diabo na TV] por coincidência, no aeroporto, quando eu viajava para Marechal Deodoro [cidade de Alagoas onde foram filmadas as cenas]. Não trocamos informação. Ele me mostrou uma foto do elenco de O Bem Amado de quando ele fez e me disse ‘Quando eu fiz, foi bem divertido’ e eu respondi ‘Espero que a gente também se divirta’.”

    E diversão foi algo que não faltou durante as filmagens. Matheus atribui isto a um conjunto de fatores: “Personagens saborosos, texto maravilhoso, fomos bem dirigidos e havia entrosamento entre todo o elenco”, elogia o paulista de 41 anos.

    Considerando que O Bem Amado passou pelo teatro e pela TV, é de se esperar que a produção cinematográfica seja diferente. “Um bom texto pode ser lido de muitas maneiras e, ainda assim, ser fiel”, defende Matheus. “Até porque, TV e cinema não são iguais. No cinema, tem todo um ritual, a pessoa sai de casa para aquilo, compra ingresso, a exigência do público e do ator aumenta com isso”, afirma Wilker, que completa explicando o quanto o tempo de duração de um filme é importante. “Cada take tem de ser bem explorado, afinal, você está contando uma vida naqueles minutos”.

    Contar uma boa história. Essa é a ordem para esses dois atores. O Cineclick questionou Matheus sobre a versatilidade de seus personagens, indo do cômico à seriedade e, como Dirceu Borboleta, Matheus mescla essas duas características num único personagem. “Eu parto do princípio de que o riso nos leva ao trágico e a vivência com o Dirceu me fez perceber que ele era assim.” Para Matheus, o fato de seu personagem ser constantemente humilhado e subalterno torna clara a relação entre tragédia e comédia.



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